quarta-feira, maio 31, 2006

O que é o BULLYING?


Sempre que os adolescentes usam a agressividade e a intimidação, com a intenção de magoar e humilhar os outros, estamos perante um fenómeno de Bullying .
Não se trata de uma zanga entre amigos, nem de uma cena de ciúmes, mas de um fenómeno de agressividade propriamente dito, em que há uma intenção muito clara: afligir a vítima.
Apesar de este fenómeno ser ainda pouco conhecido dos adultos, constitui uma das maiores preocupações dos jovens entre os 10 e os 18 anos de idade, provavelmente porque um número elevado deles (cerca de um em cada sete alunos) já esteve envolvido em incidentes de agressividade, quer como vítimas, quer como agressores.
Os três intervenientes que habitualmente estão envolvidos neste fenómeno são o agressor, a vítima e as testemunhas. Quanto aos agressores, são geralmente jovens com problemas emocionais ou com problemas de aprendizagem. Muitos deles sentem-se impotentes para lidar com os problemas do dia-a-dia e são vítimas de agressividade no seio da própria família. Os estudos mostraram ainda que o agressor tanto pode ser inseguro e ter baixa auto-estima como ser seguro, mimado e habituado a obter tudo aquilo que deseja.
Um dos aspectos importantes a sublinhar relativamente a ele é que está consciente do que está a fazer: humilhar o outro para sentir que tem controlo. As vítimas, segundo os estudos já realizados, costumam ser alunos sensíveis e inteligentes, que têm uma boa relação com os pais. Como não são provenientes de famílias conflituosas, não sabem como reagir quando são provocadas. Estes jovens geralmente apresentam uma baixa auto-estima, acreditando nos insultos que lhes são dirigidos. No fundo, são alvos fáceis porque levam a sério as injúrias do agressor. Frequentemente tornam-se vítimas jovens que, por qualquer motivo, são diferentes dos outros, por exemplo, por usarem óculos, terem asma, terem boas notas, etc.
Um outro grupo que é afectado pela agressividade são as testemunhas ou espectadores. Estes, ao assistirem às situações de ameaça ou humilhação, ficam chocados, mas não conseguem agir. Muitas vezes, sentem-se mesmo culpados por não terem intervindo ou procurado ajuda. No entanto, acabam por recear serem as próximas vítimas.
As consequências negativas do bullying repercutem-se não só nas vítimas e nos espectadores como também nos agressores. Estes últimos têm tendência para a depressão e para ataques de culpabilidade, mantendo-se esta tendência por vezes até à velhice. As vítimas, por seu lado, ficam com a auto-estima tão fragilizada que apresentam grande dificuldade em estabelecer novas relações de confiança.
Saiba mais sobre este fenómeno aqui!

terça-feira, maio 30, 2006

"Quando a violência vai à escola" na RTP

Face ao crescente número de casos de violência nas escolas portuguesas, o programa Em Reportagem vai apresentar, um trabalho inédito sobre o comportamento de alguns alunos e professores dentro de salas de aula.
“Quando a Violência vai à escola”, é o título da reportagem à qual se seguirá um debate em estúdio com vários intervenientes no sistema educativo.
A RTP decidiu alargar esta reportagem ao debate devido às imagens explicitas de mau comportamento que vai exibir e com o objectivo de suscitar alguma reflexão sobre uma matéria tão delicada como é esta.
Durante um mês, manteve-se instalado um circuito de vídeo numa escola problemática do país. Com autorização do conselho executivo da escola e de todo o corpo docente regista situações que provam que algo não vai bem em alguns estabelecimentos de ensino.
Para além de imagens que podem chocar alguns telespectadores, uma vez que são o oposto daquilo que se pretende que seja a escola, recolheram-se vários testemunhos de professores, em diferentes estabelecimentos de ensino. Estes depoimentos revelam a dificuldade que muitos docentes têm em leccionar, o medo de serem agredidos, a frustração de terem escolhido uma profissão que não conseguem exercer condignamente.
“Quando a Violência vai à escola” é uma reportagem da autoria da jornalista Mafalda Gameiro, com imagem de Pedro Silveira Ramos e edição de imagem de Paulo Marcelino.

INCOMPETÊNCIA!

Por erro foi publicado sob a forma de Despacho com o nº 11/662/2006 (2ª série) no Diário da República nº 104, de 30 de Maio, o aviso de publicitação das listas definitivas dos candidatos ordenados, colocados, não colocados, dos que pediram a desistência e dos candidatos excluídos com os respectivos fundamentos, relativas ao concurso aberto pelo Aviso nº 2174-A (2ª série) publicado no Diário da República, nº 35, de 17 de Fevereiro de 2006.

O referido aviso será rectificado através da sua publicação integral em Diário da República em data a divulgar oportunamente, devendo ser considerado para todos os efeitos.

in DGRHE
Lamentável!!!

A culpa é dos professores!

As declarações da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, foram proferidas ontem na abertura de uma série de seminários promovidos pelo Conselho Nacional de Educação, no Fórum da Maia.
Segundo noticiam vários diários, Maria de Lurdes Rodrigues disse que o trabalho dos professores "não se encontra aos serviço dos resultados e das aprendizagens", lamentando ainda que a escola não esteja a combater as desigualdades sociais.
A título de exemplo, refere o Jornal de Notícias, a ministra aludiu à organização dos horários escolares que, segundo sublinhou, privilegia os alunos melhores, assim como os filhos de funcionários das escolas."No conjunto de regras de funcionamento da escola tem de se lhe inscrever a preocupação com os resultados dos alunos, medidos quer nas provas de aferição, quer pela qualidade dos diplomas e das competências adquiridas pelos alunos", realçou.
Os professores não ficaram incólumes no discurso da ministra da Educação, que considerou ser uma classe com uma cultura profissional (que comparou com os médicos) que não têm como objectivo o sucesso educativo dos alunos, segundo noticia o Diário de Notícias na sua edição de hoje."[Os docentes] Não são orientados para os casos mais difíceis. Os melhores professores ficam com os melhores alunos e os docentes com pior estatuto na casa levam com as turmas difíceis", afirmou a ministra, garantindo ainda não haver trabalho em equipa nas escolas.
Alguns docentes presentes no evento não gostaram das palavras da ministra e protestaram, exortando a governante a adoptar um discurso que respeite a sua dignidade profissional.
A governante já apontou várias vezes a falta de mobilização da escola para os resultados dos alunos. No início do mês, em Oliveira de Azeméis, Maria de Lurdes Rodrigues disse que o Ensino Secundário não pode continuar "a preparar alunos apenas para o acesso à universidade".
O cenário traçado ontem pela ministra da Educação veio agravar o descontentamento dos professores, gerado pela apresentação das propostas de alteração ao Estatuto da Carreira de Docente.

Novo Estatuto da Carreira Docente

A proposta de alteração do Estatuto da Carreira Docente, que o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, apresentou no passado sábado em conferência de imprensa, sugere que o encarregado de educação possa participar na avaliação do trabalho dos professores dos seus filhos.
A apreciação dos pais será tida em conta, juntamente com outros factores, na progressão na carreira dos docentes. As negociações entre a tutela e os sindicatos do sector para a revisão do Estatuto da Carreira Docente iniciaram-se ontem.
O secretário de Estado adjunto da Educação salvaguardou, contudo, que os pais não se pronunciariam sobre as competências científicas dos docentes, nem sobre outros elementos objectivos, mas apenas sobre aspectos como a relação pedagógica dos professores com os alunos ou a sua disponibilidade de acompanhamento. "Este é um processo suficientemente participado pelos órgãos da escola para evitar e despistar possíveis tentativas desse tipo de utilização [tornar os professores reféns dos pais e levá-los a beneficiar os alunos]", disse o secretário de Estado à agência Lusa. "O que nós queremos é que os pais acompanhem mais os alunos na vida escolar e responsabilizá-los em relação à escola", afirmou.
O que a tutela quer mudar
O Ministério da Educação pretende fazer uma reestruturação da carreira e dos mecanismos de progressão, para que o novo estatuto esteja em vigor a partir 01 de Janeiro de 2007, altura em que a progressão na carreira dos professores e de todos os outros trabalhadores da Administração Pública será descongelada.
A proposta da tutela prevê que os professores tenham de prestar provas para subir na carreira, que passará a dividir-se em dois graus ou categorias, independentemente dos dez escalões em que está actualmente organizada. A intenção do ME é fazer depender a subida de escalão do mérito dos professores, aferido através de vários mecanismos de avaliação do desempenho - actualmente, a subida de escalão depende apenas do tempo de serviço, da frequência de acções de formação contínua e de um processo de avaliação do trabalho do professor efectuado pelos órgãos de gestão da escola em que lecciona.
Além da contribuição individual dos pais ou encarregados de educação, passam a participar neste processo o próprio docente, através de uma auto-avaliação, o coordenador escolar (de departamento ou conselho de docentes), a direcção executiva e ainda uma comissão de coordenação de avaliação de desempenho. Ao coordenador da escola caberá observar os documentos de planeamento, a organização da actividade lectiva, enquanto que a direcção executiva da escola terá a seu cargo verificar o nível de assiduidade do professor, os resultados dos alunos, os instrumentos de avaliação utilizados e a forma como os pais se pronunciam sobre o desempenho do professor.
Em cada agrupamento, haverá ainda uma comissão de avaliação que fará a supervisão de todo o processo e validará as classificações. Da avaliação de desempenho passam a resultar cinco níveis: Excelente (9 a 10 valores), Muito Bom (8 a 8,9 valores), Bom (7 a 7,9 valores), Regular (5 a 6,9 valores) e Insuficiente (1 a 4,9 valores) - substituindo os actuais Bom, Satisfaz e Não Satisfaz.
Os docentes que obtenham Excelente e Muito Bom progridem mais rapidamente e recebem um prémio pecuniário, que será em percentagem, implicando alterações na grelha salarial.
Com uma avaliação de Bom, os professores progridem normalmente, enquanto que um Regular suspende a mudança de escalão.
Com um Insuficiente, o tempo para progressão e acesso na carreira deixa de contar, sendo que no caso dos contratados não haverá renovação do contrato. Se um professor obtiver duas qualificações de Insuficiente, passa ao quadro de mobilidade.
A proposta da tutela prevê ainda que a carreira dos professores passe a dividir-se em duas categorias: a de "Professor Titular", que além das atribuições lectivas e pedagógicas passa a assumir funções de coordenação, gestão e avaliação na escola, e a de "Professor", que permite apenas o desempenho das actividades lectivas e de natureza pedagógica. Para alcançar o título de Professor Titular, o docente tem de prestar provas públicas e terá de ter obtido Excelente, Muito Bom ou Bom em toda a sua carreira. Aqueles que obtiverem Excelente em dois anos consecutivos reduzem num ano o tempo de acesso ao exame para a categoria de Professor Titular e os que conseguirem Muito Bom em dois anos seguidos reduzem em seis meses esse tempo.
Os dez escalões actualmente existentes passam a seis, três na categoria de Professor e três na categoria de Professor Titular, sendo que a duração dos escalões vai depender da avaliação de desempenho.
O acesso à carreira sofre igualmente alterações com a nova proposta do ME, passando a ser exigida para admissão ao concurso uma prova nacional de avaliação de conhecimentos e competências, além da já exigida habilitação profissional.
O ingresso na carreira passa a depender de um período probatório, com a duração de um ano lectivo, em que o docente é acompanhado por um professor supervisor (o que já existe no actual regime, mas que nunca foi regulamentado).
No que respeita ao regime de faltas, a tutela pretende garantir o equilíbrio entre o direito de os professores beneficiarem das regalias que a lei lhes confere e o direito de os alunos beneficiarem das aulas legalmente previstas. Assim, o docente passa a poder faltar um dia útil por mês até ao limite de 12 dias úteis por ano, tendo que o solicitar com cinco dias de antecedência.
Se a falta perturbar as actividades lectivas, a autorização fica dependente da entrega do plano de aula e da possibilidade de substituição do docente. Em relação às faltas para formação, só serão autorizadas em períodos correspondentes à componente não-lectiva, no caso de se tratar de uma iniciativa dos serviços, ou em períodos de interrupção de férias, se for iniciativa do professor.
As reduções da componente lectiva serão adequadas às novas regras da idade da reforma e da duração da carreira. A proposta do Governo vai no sentido de as reduções lectivas começarem aos 50 anos de idade e 15 de serviço, até um máximo de seis horas por semana. A partir dos 60 anos, com 25 de serviço, fica prevista a possibilidade de redução do tempo de trabalho.
A gestão do corpo docente é outra das principais alterações em causa nesta medida governamental: além dos quadros de zona pedagógica, passam a existir quadros de agrupamento e de escola não agrupada, em vez dos actuais quadros de escola.
in Educare

Eduquês

Educação engloba ensinar e aprender. E também algo menos tangível mas mais profundo: construção do conhecimento, bom julgamento e sabedoria. A educação tem nos seus objetivos fundamentais a passagem da cultura de geração para geração.

Começa aqui um novo espaço de debate em torno da problemática da Educação em Portugal!

Sejam bem-vindos!