terça-feira, maio 30, 2006

"Quando a violência vai à escola" na RTP

Face ao crescente número de casos de violência nas escolas portuguesas, o programa Em Reportagem vai apresentar, um trabalho inédito sobre o comportamento de alguns alunos e professores dentro de salas de aula.
“Quando a Violência vai à escola”, é o título da reportagem à qual se seguirá um debate em estúdio com vários intervenientes no sistema educativo.
A RTP decidiu alargar esta reportagem ao debate devido às imagens explicitas de mau comportamento que vai exibir e com o objectivo de suscitar alguma reflexão sobre uma matéria tão delicada como é esta.
Durante um mês, manteve-se instalado um circuito de vídeo numa escola problemática do país. Com autorização do conselho executivo da escola e de todo o corpo docente regista situações que provam que algo não vai bem em alguns estabelecimentos de ensino.
Para além de imagens que podem chocar alguns telespectadores, uma vez que são o oposto daquilo que se pretende que seja a escola, recolheram-se vários testemunhos de professores, em diferentes estabelecimentos de ensino. Estes depoimentos revelam a dificuldade que muitos docentes têm em leccionar, o medo de serem agredidos, a frustração de terem escolhido uma profissão que não conseguem exercer condignamente.
“Quando a Violência vai à escola” é uma reportagem da autoria da jornalista Mafalda Gameiro, com imagem de Pedro Silveira Ramos e edição de imagem de Paulo Marcelino.

19 Comments:

Anonymous Armando de Sousa Pereira said...

Conclusão: o Secretário de Estado só disse vagas generalidades e a todo o momento tentou desresponsabilizar o próprio Ministério de que faz parte enquanto entidade que devia apoiar especialmente aquela Escola para solucionar tais problemas; a Professora Fátima Bonifácio teve o discurso que se lhe conhece e, quanto a mim, bem sensato; a Professora Isabel Cluny conseguiu dizer algumas coisas importantes, sem cair em maniqueísmos, embora talvez pudesse ter confrontado mais directamente o Secretário de Estado; quanto ao Psicólogo de serviço, enfim, decorou o conjunto, pois o que ele disse já muitos de nós sabemos através de contactos quotidianos com a realidade escolar.

terça-feira, maio 30, 2006  
Blogger Eduquês said...

Concordo com a leitura! Agora é preciso dizer que a equipa que neste momento lidera as políticas educativas em Portugal é tão medíocre como lamentável é o egocentrismo e desunião da classe docente portuguesa!

terça-feira, maio 30, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Infelizmente é uma realidade. A desunião, os egoismos e os comodismos conduziram-nos a este estado de coisas! Penso que estamos a bater no fundo e importa reunir esforços e dizer de uma vez por todas Basta.

terça-feira, maio 30, 2006  
Anonymous armando de sousa pereira said...

é um grupo profissional demasiadamente heterógeneo em múltiplos aspectos... bem, isto dava pano pra mangas...

terça-feira, maio 30, 2006  
Anonymous Anónimo said...

A reportagem é muito mais representativa do que se quis fazer crer no debate. O medo, a vergonha e a falta de solidariedade dos colegas fazem com que muitas situações idênticas sejam silenciadas.

terça-feira, maio 30, 2006  
Blogger Eduquês said...

A sensação de que situações daquelas se passam em muitas escolas por esse país fora é um sentimento comum a vários colegas e que a partir de hoje se estendeu a toda a sociedade portuguesa! A Escola deveria ser muito mais vezes "visitada" pela opinião pública como foi hoje através das câmaras da RTP! Isto também é abrir as portas da Escola à sociedade!

quarta-feira, maio 31, 2006  
Anonymous Anónimo said...

O «Zé Alberto» esteve bem, confrontador, mas poderia ter sido ainda mais. A profª poderia ter sido mais incisiva, a Bonifácio foi agressiva q.b. mas a do procedimento disciplinar levar meses.. bom... tb n é assim... O Sá, desiludiu-me e o outro... quem era? Ah, a dos CEFs já era de esperar como uma solução para a indisciplina... ou fui eu que percebi mal...?

quarta-feira, maio 31, 2006  
Blogger Eduquês said...

Penso que a jornalista Mafalda Gameiro fez um excelente trabalho, conciso e incisivo! Quanto ao "Zé Alberto" também esteve bem quando interpelou directamente o Secretário de Estado Adjunto que claramente não teve argumentação para apresentar! Num dia em que o Ministério dá mais um "tiro no pé" com o Aviso que saiu como Despacho e numa altura em que tanto se fala da possibilidade dos Encarregados de Educação avaliarem os Professores, diminuindo claramente a sua autoridade no processo educativo, nada como uma reportagem em que se vê alunos a bater em Professores!

quarta-feira, maio 31, 2006  
Anonymous Luis Neves said...

Só vi um pouco das imagens de televisão e este métudo de mostrar o que se passa numa escola é ridicula. Se agora no mundial de Futebol a RTP for mostrar o jogo Portugal Angola , e mostrar só 5 minutos com todas as faltas, empurrões insultos ao árbitro, confundimos um jogo de Futebol com um grupo de arruaceiros. Isto é manipular informação. Aquilo não representa o que se passa na generalidade das escolas portuguesas. Este Problema não é Português, vejam o que se passou à três meses em paris com os estudantes, e não comentem isto como se fosse uma coisa generalisada.

quarta-feira, maio 31, 2006  
Blogger Eduquês said...

A questão mais profunda prende-se com a necessidade de conferir autoridade e independência ao professor, ao invés de o pintar de uma forma generalizada como um parasita acomodado e incompetente, responsável por tudo o que falha no sistema educativo! A Escola mais não é que um espelho da nossa sociedade, ela reflecte a casa e a familia portuguesas!

quarta-feira, maio 31, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Aquela reportagem já fazia falta, é bom que se queria ver a realidade da nossa juventude. É fruto dos pais que têm, e do País que os pais ajudaram a construir. O mais engraçado da questão é que a equipa do ME, é como a avestruz, esconde a cabeça para não ver onde está o problema, mesmo quando este é visionado pela grande maioria dos Portugueses.
A questão é já preocupante e está generalizada quase por todas as escolas, a violência já faz parte do quotidiano das nossas escolas, está bem vísível no comportamento dos nossos jovens.

Daqui a cinco anos estamos como a França está agora, os jovens ficarão incontroláveis, uma vez que se começa a ver pequenos sinais.

Os professores são sempre os primeiros a tomar consciência, mas os governantes e sociedade em geral mais cedo ou mais tarde vão acabar por perceber que os professores não passam de meras vitímas do ME.

quarta-feira, maio 31, 2006  
Blogger brit com said...

Para Luís Neves: Pode não representar a realidade de momento, mas com a presente legislação e com as mudanças que se avizinham (espero estar errada quanto à reformulação do ECD) não deve passar muito tempo até se generalizar a ideia de que o prof é pau para toda a obra e de que não tem meios legais ao dispor para se defender... E, para além disso, nem que isto se passasse em apenas uma escola (o que não é o caso) é nítida a desresponsabilização do ME em matérias como esta. Esta é apenas a ponta de um iceberg que se avizinha...

quarta-feira, maio 31, 2006  
Anonymous Maria said...

Meus colegas, abram os olhos os que aconteceu aqui acotece em muitas escolas (essas para que os senhores se recusam a ir). Isto nao é um caso isolado mas cada vez mais comum. E não está relacionado com etnias, mas com problemas sociais!!!!

quarta-feira, maio 31, 2006  
Anonymous  said...

Esta reportagem só contribuiu para a degradação da imagem das esolas públicas, qualquer dia só a frequentam os muito pobres.

quarta-feira, maio 31, 2006  
Blogger Eduquês said...

Portanto se percebi bem a sua opinião, o ideal seria esconder estas situações e dizer que as condições para os professores leccionarem são excelentes? Eu, pelo contrário, penso que de uma vez por todas é necessário encarar os problemas de frente e adoptar medidas que façam das escolas locais de aprendizagem e não repartições públicas de emissão de certificados de habilitações!

quarta-feira, maio 31, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Considero que reportagens como estas já deveriam ter sido realizadas há muito tempo. É triste ver os nossos jovens a não saberem comportar-se numa sociedade de direitos. Isto porque não conhecem a fronteira entre os seus direitos e os direitos dos outros. Pela experiência que tenho como dt, deparo-me cada vez mais com a demissão dos pais relativamente á educação dos filhos. Não lhes são ensinados valores básicos, como o respeito pelos mais velhos, nem tão pouco o respeito por si mesmos. O que mais me assusta é que estes são os jovens que no futuro estarão a governar o pais...ou melhor, a desgoverná-lo. E ainda acusam os professores deste fenómeno? E a sociedade onde fica? Os governos esquecem-se que a escola está inserida numa sociedade e que por este motivo, a escola é representativa dessa mesma sociedade. Se a sociedade está doente a escola também está. E este problema não pode ser resolvido na escola e pela escola. A escola é apenas uma gota, que isolada nada consegue. O governo tem a maior quota parte de culpa da escola que temos. Pois os problemas sociais são o resultado das lamentáveis politicas sociais e educativas erradas que se sucedem, ano após ano, governo após governo.

quarta-feira, maio 31, 2006  
Anonymous Anónimo said...

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terça-feira, julho 18, 2006  
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quinta-feira, julho 20, 2006  
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sexta-feira, julho 21, 2006  

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