sexta-feira, junho 16, 2006

Avaliemos o currículo da Sra. Ministra!

Maria de Lurdes Reis Rodrigues

Nascida em Lisboa, a 19 de Março de 1956
- Provas de Agregação em Sociologia no ISCTE, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa - 2003
- Doutoramento em Sociologia no ISCTE - 1996
- Licenciatura em Sociologia no ISCTE - 1984

Actividade Profissional

- Presidente do Conselho Científico do ISCTE - 2004-2005
- Docente no Departamento de Sociologia do ISCTE, na Licenciatura de Sociologia - 1986-2005
- Investigadora do CIES, Centro de Investigação e Estudos em Sociologia.
- Presidente do Observatório das Ciências e das Tecnologias do Ministério da Ciência e da Tecnologia - 1997-2002
- Representante nacional no Grupo Indicadores para a Sociedade da Informação (WPIIS) da OCDE - 1999-2002
- Representante nacional no Working Party of R&D and Innovation Survey, do Eurostat - 1996-2002
- Representante nacional no Grupo NESTI (Working Party on National Experts on Science and Technology Indicators) da OCDE
- Participação nos trabalhos de instalação do Arquivo Histórico-Social na Biblioteca Nacional de Lisboa - 1985-1989
- Actividade profissional e funções de direcção, coordenação e consultoria, em diferentes instituições públicas e privadas, nos domínios da gestão dos recursos humanos e da formação profissional - 1978-1985
- Coordenou projectos de investigação e grandes operações de inquérito e orientou teses de mestrado e doutoramento

Publicações

É autora de diversos trabalhos, publicados com bastante regularidade, com especial destaque nas áreas de Sociologia das Profissões e Sociedade da Informação

- (no prelo) «O papel social dos engenheiros», em Manuel Heitor (org.) A engenharia em Portugal no Século XX, Lisboa, D. Quixote
- (no prelo) «As mulheres engenheiras em Portugal», em Ana Cardoso de Matos e Álvaro Ferreira da Silva (orgs.), Engenheiros e Engenharia em Portugal. Séculos XIX e XX, Évora, CIDEHUS/Colibri
- 2004 «Entre culture française, myte anglais et esprit allemand: genèse de l`enseignement technique au Portugal» em La formation des ingénieursen perspective. Modeles de référence et réseaux de médiation (XIXe et XXe siècles), Rennes, Presses Universitaires de Rennes
- 2004 «A utilização de computadores e da Internet pela população portuguesa», Sociologia, Problemas e Práticas, n.º 43 (co-autoria)
- 2004 «Associativismo Profissional em Portugal: entre o público e o privado» em João Freire, Associações Profissionais em Portugal, Oeiras, Celta Editora
- 2003 «A profissão de engenheiro em Portugal e os desafios colocados pelo Processo de Bolonha», em jornadas O Processo de Bolonha e as Formações em Engenharia, Universidade de Aveiro (difusão em DVD e em http://paco.ua.pt/documentos/?p=Bolonha)
- 2003 «Qualificação da população activa em Portugal 1991-2001», em Grupo Parlamentar do PS, Novas Políticas para a Competitividade, Oeiras, Celta
- 2002 «Sociedade da informação em Portugal: estratégia e acção política (2000-2001)», Anuário da Comunicação 2001-2002, Lisboa, Observatório da Comunicação
- 2002 «O crescimento do emprego qualificado em Portugal», Sociologia, Problemas e Práticas, n.º 40
- 2002 «Engenharia e sociedade: a profissão de engenheiro em Portugal», em José Maria Brandão de Brito (org.), Engenho e Obra, Lisboa, D. Quixote
- 2002 «A sociedade da informação em Portugal: metodologias de observação», em Indicadores de Ciência y Tecnologia en Iberoamerica, Agenda 2002, Argentina, RICYT
- 2001 «O metro no quotidiano de Lisboa», em Fernanda Rolo (org.), Um Metro e Uma Cidade. História do Metropolitano de Lisboa, Vol. III, Lisboa, Edição do Metropolitano de Lisboa (co-autoria)
- 2000 «Rumo a uma sociedade do conhecimento e da informação», em António Reis (org.) Portugal no Ano 2000, Círculo de Leitores e Comissariado da Expo 2000 Hannover, Lisboa (co-autoria) (texto publicado também na versão alemã da mesma obra)
- 2000 «Recursos humanos na sociedade da informação», Cadernos de Economia, Lisboa (co-autoria)
- 2000 «Ciência e tecnologia», O Economista, nº 13
- 2000 «Os portugueses perante a ciência», em Maria Eduarda Gonçalves (org.), Cultura Científica e Participação Política, Oeiras, Celta
- 1999 Os Engenheiros em Portugal, Oeiras, Celta
- 1999 «A cidade subterrânea: Lisboa e o metropolitano (1957-1997)», Inforgeo, n.º14 (co-autoria)
- 1998 «Profissões: protagonismos e estratégias», Portugal, que Modernidade?, Oeiras, Celta (co-autoria) (texto publicado também na versão inglesa da mesma obra)
- 1997«Le génie electrotechnique au Portugal», em Laurence Badel (org.), La Naissance de L´Ingénieur-Électricien. Origines et Développement des Formations Nationales Électrotechniques, Paris, Association pour L'Histoire de l'Electricité en France/PUF
- 1997 Sociologia das Profissões, Oeiras, Celta (2.ª edição 2001)
- 1996 «Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC)», «Manuel Rocha», «Edgar Cardoso», «Duarte Pacheco» e «Congressos de Engenharia», em Fernando Rosas e J.M. Brandão de Brito (orgs.) Dicionário de História do Estado Novo, Lisboa, Círculo de Leitores (co-autoria)
- 1995 As Chefias Directas na Indústria, Colecção Estudos, Lisboa, IEFP (co-autoria)
- 1995 «Atitudes da população portuguesa perante o trabalho», Organizações & Trabalho, nº 14
- 1995 II Inquérito à Situação Socio-Profissional dos Diplomados em Engenharia, 1994. Relatório Global, Comité Nacional FEANI (policopiado)
- 1994 «A situação dos engenheiros em Portugal entre 1972-1991», Organizações & Trabalho, nº 10
- 1993 Sociedade, Valores Culturais e Desenvolvimento, Lisboa, Publicações D.Quixote (co-autoria)
- 1993 «Mulheres empresárias: contribuição para o estudo do trabalho feminino», Organizações & Trabalho, nº 5/6
- 1992 «Os encarregados na indústria portuguesa», Sociologia Problemas e Práticas, nº 11 (co-autoria)
- 1991 «Woman managers in Portugal»,Iberian Studies, 20 (1&2)
- 1990 Empresários e Gestores da Indústria em Portugal, Lisboa, D. Quixote (co-autoria)
- 1990 «Mulheres 'patrão'», Sociologia, Problemas e Práticas, nº 8
- 1989 «Mulheres na função empresarial», Organizações & Trabalho, n.º 1

Funções governamentais exercidas

Desde 2005-03-12 desempenha o cargo de Ministra da Educação do XVII Governo Constitucional

in Portal do Governo

4 Comments:

Blogger f... said...

É esta a "srª" que exige exclusividade?!

E quanto a dados para os seus trabalhos? Conseguirá com este panorama pesquisá-los sozinha, ou como muitos professores doutores usará os dos trabalhos que encomenda aos seus alunos? ... não acredito que tenha tempo para ser professora e fazer isto tudo. Pelo menos, a nós não nos deixa tempo para que o possamos fazer...

sexta-feira, junho 16, 2006  
Anonymous ES said...

e quanto a aulas? Porque não refere nenhum trabalho sobre educação? Como pode falar tão mal daquilo que aparentemente desconhece? É preciso estar no terreno para sentir os verdadeiros obstáculos. Qualquer pesquisador sabe que na teoria tudo está muito bem, mas quando entramos na prática...nem sempre corre como o esperado...e no trabalho com pessoas, cada individuo tem características diferentes e os professores estão sempre sujeitos ao factor humano, o qual parece não interessar à Sra. Ministra.

sexta-feira, junho 16, 2006  
Blogger Eduquês said...

Repare-se que a sua formação bem como os trabalhos publicados estão ligados quase na totalidade a questões do mundo do trabalho, da gestão de recursos humanos ou da classe dos engenheiros! A Ministra já demonstrou que a única ideia que tem para a Educação neste país é "meter os professores a trabalhar" apontando-os como o inimigo público desta nação exemplarmente bem governada! A Ministra quer ser lembrada como uma mulher pragmática e vertical mas a sua acção enquanto governante tem tanto de redutora como de conflituosa e autoritária! É importante efectuar reformas e a da Educação é vital mas em reformas sérias não se começa pelas pessoas mas sim pelas instituições; repensar o Ministério da Educação e as entidades formadoras de professores (Universidade e Institutos, públicos e privados), isso sim seria um bom começo! Mas neste acampamento já se sabe que isso seria enfrentar os lobbies e mexer no bolso dos próprios políticos que por lá vão dando umas "aulas da treta" com o estatuto de professores universitários!

sexta-feira, junho 16, 2006  
Anonymous Luis Neves said...

As últimas funções desempenhadas por a senhora ministra foram Presidente do Coselho Científico do ISCTE.
Um Professor do ISCTE que não vou identificar disse-me: É a Escola Pública onde trabalhou onde encontrou o pior nível de Professores. O que mais desagradou a este professor foi o mercantilismo que se pratica na escola. Esta escola tem uma editora de livros escolares, livros de má qualidade, que são "impingidos" aos alunos.
Eis aqui o "fantástico" Modelo de "Escola Pública" em que a ministra de Educação se inspira e tenta copiar para reformar ensino médio em Portugal.
Isto aqui em Portugal, infelismente para se chegar a ministro basta ser amigalhaço do PS, não interessa muito o tal Curriculo, ou se tem alguma ideias sobre educação, pedagogia, ou sobre ensino/aprendizagem.

domingo, junho 18, 2006  

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