quinta-feira, junho 29, 2006

Dados do IEPF sobre a inscrição de professores nos centros de emprego!


No passado mês de Maio encontravam-se inscritos mais de 6600 docentes nos centros de emprego que se declaravam desempregados, de acordo com os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
Entre os meses de Janeiro e Maio, a média de docentes inscritos nas condições indicadas superava os 7300, mais 16% que em igual período do ano passado. Neste período verifica-se uma tendência de crescimento em comparação a 2005, com taxas de crescimento em todos os meses de dois dígitos.
No mês de Maio o crescimento foi mais acentuado, superando os 19%. Segundo os dados do IEFP, essa foi a quarta taxa de crescimento mais elevada no número de desempregados inscritos que se registou no centros de emprego, numa análise dos dados por grupos de profissões. Saliente-se ainda que os profissionais de nível intermédio do ensino constituem o grupo com o maior crescimento no número de inscritos nos centros no mês de Maio.
in DN
Todos os anos, por questões vergonhosamente corporativas, ensino superior público e privado lançam no desemprego centenas de novos professores que na realidade dificilmente algum dia o serão!
O Estado continua a financiar cursos via ensino há muito saturados desperdiçando recursos públicos e alimentando expectativas utópicas! Em nome da manutenção do status de muitos políticos/professores universitários oferece-se um início de vida decepcionado a toda uma geração!

2 Comments:

Anonymous Prof. Triste said...

É triste que se continue a fomentar o desemprego de uma forma sistemática! Quando é o próprio Estado a pagar para as pessoas irem para o desemprego... Se um estabelecimento comercial não oferece condições de funcionamento o Estado fecha-o mas se for uma universidade a promover cursos sem qualquer saída profissional objectiva, ampliando os problemas sociais do país, o Estado demite-se de actuar! As universidades públicas estão cheias de futuros desempregados nos cursos via ensino e o Estado financia-os! As universidades privadas preocupam-se óbviamente com os seus lucros e também elas formam centenas de novos professores desempregados! E o Estado o que faz? Nada! Quantas faculdades entre públicas e privadas formam por exemplo professores de HISTÓRIA? Quantos licenciados em História desempregados existem no país? Quantos forma o Estado por ano? Se falta médicos porque não se formam mais? Se existem professores de História a mais porque não se reduzem drásticamente as vagas a nível nacional? Fecha-se maternidades porque há menos nascimentos e não se fecham cursos de áreas já saturadas? Enfim...

quinta-feira, junho 29, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Muito lúcida a intervenção do "Prof. Triste" - leia-se o post acima.Parabéns.Tocou no essencial, culpando ambas as partes sem caír na defesa excessiva da universidade pública pela crucificação sistemática da universidade privada.Parabéns!

segunda-feira, julho 10, 2006  

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