sexta-feira, junho 16, 2006

Depois de ler o currículo eis a confirmação: Ministra da Educação precisa-se!!!

Analisando o seu percurso académico e profissional, do ponto de vista teórico, a Ministra constítuiria uma candidata a ter em conta para o preenchimento de um cargo de direcção na área dos Recursos Humanos! E a verdade é que a sua actuação enquanto Ministra da Educação se tem limitado a questões essencialmente laborais!

Em 16 meses de exercício a actual Ministra da Educação apresenta como "política educativa" a realização dos Concursos Anuais de Professores, o Decreto-Lei 20/2006 (que revê o regime jurídico do concurso para selecção e recrutamento do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, revogando o Decreto-Lei n.º 35/2003) e uma proposta de revisão do actual Estatuto da Carreira Docente, implementado há menos de 7 anos pelo também socialista Guilherme d'Oliveira Martins!

A forma como desencadeou e gere o conflito com a classe docente torna evidente o seu pensamento sobre a problemática da Educação! Aliás esta é uma prática comum entre os "gestores" lusitanos! A definição de objectivos, a política de desenvolvimento e a estratégia de actuação interessa-lhes pouco! Fundamental é atribuir culpas e atacar o desempenho laboral dos recursos humanos!

Enquanto Ministra/Gestora a sua palavra de ordem é OPTIMIZAR e isto em Educação paga-se muito caro! Limitar a política educativa a um exercício economicista e inconsequente de gestão de recursos humanos trará um sucesso escolar estatístico mas irreal, trará a degradação das condições de trabalho docente, a desmotivação e a destruição do primado da escola pública!

Portugal precisa como nunca de um projecto de desenvolvimento sustentado e este cenário torna imperativo encontrar um Ministro da Educação que o seja verdadeiramente!

8 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Como é que uma pessoa que pouco ou nada tem a ver com o sector da Educação é convidada para ministra? A impreparação e incompetência começam a ser demasiado evidentes nesta senhora que até de recursos humanos mostra perceber muito pouco.

sexta-feira, junho 16, 2006  
Blogger f... said...

Para governar, não é preciso ser competente ... é preciso ser amigo!

sexta-feira, junho 16, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Já repararam que todos os membros deste Governo têm a boca grande? curioso...

sexta-feira, junho 16, 2006  
Anonymous Anónimo said...

É mais fácil atacar o que se desconhece...

Tanto se fala hoje no Estatuto da Carreira Docente (ECD) dos professores portugueses, sem no entanto se falar em nada. A Comunicação Social, que deveria desempenhar um papel forte para com a comunidade, infelizmente não o tem feito. Tem-se assistido a comentários apenas e só sobre a avaliação dos pais aos professores, deixando-se para trás aquilo que está verdadeiramente a indignar a classe docente. Não se ouve a comunicação social a comentar outros pontos da proposta do ECD apresentada pelo ME que entram na “fórmula de cálculo” para a progressão na carreira docente, pelo que passo a apresentar o seguinte (penso que basta este ponto como exemplo, para quem tiver meio palmo de testa perceber as manifestações de desagrado dos professores):
Assiduidade dos professores – até aqui tudo bem, concordo um bom profissional não deve faltar ao serviço. As únicas faltas que dou devem-se sobretudo a assistência a filhos menores, ou por doença. Quem nunca teve uma gripe ou coisa que o valha? Pois é, de acordo com a proposta do ECD nunca mais vou poder dar assistência aos meus filhos menores, terei de ponderar – subir na carreira ou assistir os filhos doentes? - Nem vou poder estar doente! Terei de ponderar – curar-me e prestar um bom serviço público ou trabalhar doente correndo o risco de contaminar todos em meu redor, mas pelo menos não perco a possibilidade de subir na carreira. Morte de um familiar, seja pai, cônjuge ou filho. É natural ter dias para se tratar dos assuntos relacionados e para se recuperar da perda antes de voltar ao trabalho, como qualquer trabalhador. Mas segundo o ECD é um tipo de falta não contemplado, o que implica não subir na carreira. Digam-me qual é o trabalhador que fica indiferente a tais alterações? Todos não é? Mas segundo a opinião dos não professores (pelo que ouço nas televisões vindo das bocas até de comentadores conceituados) pertenço a uma classe que não se pode dar a esses luxos. Não posso ficar doente, não posso ter filhos, não posso ter família, não podem morrer nem adoecer as pessoas que me rodeiam. Resumindo ser professor em Portugal é não ser ter direito ao disposto nos artigos da Constituição da Republica Portuguesa, não ter acesso aos direitos internacionais do ser humano, é esquecer os direitos da criança filha de pais professores, enfim, qualquer trabalhador ficaria radiante com mudanças tão “boas”, não estou certa?

sexta-feira, junho 16, 2006  
Blogger Eduquês said...

O destaque dado à possibilidade de os pais poderem vir a ter uma palavra na avaliação do desempenho dos professores é em larga medida responsabilidade nossa! O Ministério aproveitou este facto como uma espécie de manobra de diversão de tudo o resto!

sexta-feira, junho 16, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Eu, que por razões que não vêm ao caso, conheço mais de perto o currículo da dita, posso afiançar-vos que ela veio fazer precisamente aquilo que lhe pediram. A sua especialidade é sociologia das profissões, no âmbito mais geral da sociologia das organizações. Apresentou como tese de doutoramento uma investigação sobre os percursos profissionais dos engenheiros e desenvolveu toda a sua pesquisa no campo das estruturas das carreiras profissionais. Tendo em conta o que vem no seu ECD dá para perceber que era essa precisamente a encomenda que lhe fizeram: chegar e hierarquizar funcionalmente uma carreira que se desenvolvia na lógica do tapete rolante. A mim só me espantou por que demorou ela tanto tempo. Ah! E ainda falta o novo modelo de gestão escolar. Esperem até Maio do ano que vem. Só depois disso é que deve abandonar o posto, para voltar para o ISCTE ou ir para outro ministério, dependendo do "capital simbólico" entretanto adquirido (ou perdido). O que não pode é estar lá nas próximas legislativas. You all know why.

sábado, junho 17, 2006  
Anonymous António Barreira said...

Como professor: uma grande parte de nós concordam com muito do que a Sra. ministra está a tentar alterar. No entanto, achamos que não era por aí que começávamos. Conclui-se rapidamente que nem o Ministério nem os sindicatos fazem ideia do que é a vida na sala de aula e na escola. Qualquer professor do activo sabe o que o ministério, em primeiro lugar devia alterar (pequenas medidas sem implicações financeiras) para que a escola fosse um local melhor e com resultados imediatos (perdoe-me a presunção). Por exemplo: sou director de turma há vários anos e, apesar dos esforços constantes, verifico que os pais, como muitos têm dito, nunca foram à escola (60 a 70%), e os que aparecem são dos alunos com melhores prestações..... Se todas as prestações sociais (abono de família, subsidio de desemprego e todos os outros) dependessem de uma informação do DT , concerteza que teríamos os pais na escola e isso era decisivo.

segunda-feira, junho 19, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Também sou DT, de uma turma de 20 alunos. Na primeira reunião de pais estiveram 17 pais, na segunda 12 e nesta última 7. Há pais que nunca os vi, apesar das repetidas convocatórias. Isto é que é demonstrar interesse pelo percurso escolar dos filhos!

segunda-feira, junho 19, 2006  

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