domingo, julho 16, 2006

Cerca de 30 mil docentes subscrevem abaixo-assinado contra Ministério da Educação!

Cerca de 30 mil professores subscreveram um abaixo-assinado entregue hoje no Ministério da Educação contra a proposta da tutela de alteração ao Estatuto da Carreira Docente (ECD), que consideram "inaceitável " por degradar as condições de ensino.
No documento, promovido pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), os docentes exigem "uma negociação séria", considerando que o processo negocial em curso tem sido apenas um "simulacro".
Na origem do protesto estão as alterações que a tutela quer introduzir no estatuto da carreira de docente, nomeadamente a divisão da carreira em duas categorias hierarquizadas e a imposição de quotas para aceder à mais elevada, que a proposta do Ministério limita a um terço dos professores de cada escola.
Outros obstáculos à progressão na carreira, em particular a introdução de quotas para atribuição das classificações de Bom e Muito Bom, são também alvo de contestação, assim como a intenção de fazer depender a avaliação de desempenho dos professores de critérios como a apreciação dos pais ou os resultados escolares dos alunos.
No abaixo-assinado, são ainda repudiadas as declarações da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, que responsabilizou os docentes pelo insucesso escolar, tendo afirmado que "as escolas não se encontram ao serviço das aprendizagens".
Para os subscritores, estas declarações têm apenas como objectivo degradar a imagem dos professores junto da opinião pública.
A postura da ministra e as suas propostas de alteração ao estatuto levaram já a Fenprof a promover uma greve nacional a 14 de Junho, quando mais de sete mil professores pediram a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues numa manifestação junto ao Ministério.
Para Outubro, altura em que deverão ficar concluídas as negociações relativas ao ECD, estão já agendados novos protestos, como uma marcha nacional no dia 5, Dia Mundial do Professor, que, além da Fenprof, irá contar com a participação das outras duas federações sindicais do sector (Fne e Fenei) e mais oito sindicatos.
in PÚBLICO

3 Comments:

Anonymous José Canelas said...

O ME já treme, pois sabe que o descontentamento irá em crescendo até que sejam retiradas as suas propostas retrógradas (veja-se simplesmente as penalizações para quem usufruir da licença de maternidade). Cabe agora a cada um mobilizar os seus amigos e colegas para fazer do 5 de Outubro uma inversão da relação de forças, mas tendo sempre presente que com um dia de manifestação não se obterá tudo aquilo que se deseja, e que talvez será necessário haver outras formas de luta (que poderão chegar à greve como último recurso) prolongadas no tempo. A bola está do nosso lado, estamos unidos, vamos no bom caminho!

segunda-feira, julho 17, 2006  
Anonymous José Cigarro said...

Se cumprirmos o horário da função pública nas escolas já pensaram naquilo que vamos ter em compensação:- Ter mais tempo para a família, economizarmos na energia eléctrica e os equipamentos utilizados (computadores, impressoras e consequentemente tinteiros, papel...) para além de darmos uma imagem de pessoas trabalhadoras e cumpridoras dos horários, porque caríssimas e caríssimos colegas, a nossa imagem perante a sociedade é essencialmente de pessoas que não fazemos nada porque estamos poucas horas na escola. O trabalho realizado em casa, sendo invisível para a mesma sociedade, não é por ela contabilizado. E todos nós sabemos que a duração do trabalho de casa de um professor ultrapassa, em muito, as horas que sempre nos foram atribuidas para tal fim. Até o Sr. Domingues de Ourém, sendo marido duma professora o sabe, pois não acredito que sua esposa seja uma má professora e muito menos, indecente... Indecentes são os lambe botas, os maledicentes, etc.

segunda-feira, julho 17, 2006  
Anonymous Anónimo said...

De acordo com um comunicado conjunto, a Federação Nacional dos Professores (FENPROF), a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) e a Federação Nacional do Ensino e Investigação (FENEI) reuniram com outros oito sindicatos "para encontrar formas de unificar a contestação dos docentes" à proposta de revisão do Estatuto da Carreira de Docente (ECD), considerada "o mais grave atentado à dignidade da profissão após o 25 de Abril de 1974".

Plenários, colocação de faixas de protesto nas capitais de distrito e uma Marcha Nacional dos Professores e Educadores a 5 de Outubro, Dia Mundial do Professor, integravam já um plano de lutas apresentado a 30 de Junho pela FENPROF.

Na origem do protesto está nomeadamente a divisão da carreira em duas categorias hierarquizadas e a imposição de quotas para aceder à mais elevada, que a proposta do Ministério da Educação limita a um terço dos professores de cada escola.

Outros obstáculos à progressão na carreira como os introduzidos na avaliação do desempenho, com quotas para atribuição das classificações de bom e muito bom, são também alvo de contestação.

A proposta do gabinete da ministra Maria de Lurdes Rodrigues de alteração do ECD levou a FENPROF a promover uma greve nacional a 14 de Junho, quando mais de sete mil professores pediram a demissão da governante numa manifestação junto ao Ministério.

Os sindicatos voltam a reunir-se no final de Julho, após nova ronda negocial com a tutela, "para dar corpo a uma definição clara de um calendário de acção e de lutas" que obrigue o Ministério a repensar "radicalmente" a sua postura negocial.

Além das três federações, participam na marcha a Associação Sindical de Professores Licenciados, a Associação Sindical Pró-Ordem, o Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades e o Sindicato Nacional dos Profissionais de Educação.

O Sindicato Independente de Professores e Educadores, o Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Secundário, o Sindicato Nacional de Professores Licenciados e o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades encerram o conjunto de organizações reunidas hoje em Lisboa.

segunda-feira, julho 17, 2006  

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