quinta-feira, julho 13, 2006

Ministério da Educação considera "razoáveis" resultados dos exames nacionais!

O Gabinete de Avaliação Educacional do Ministério da Educação classificou hoje de "razoáveis" os resultados dos exames nacionais do ensino secundário, considerando as alterações introduzidas a nível dos programas, que foram este ano testadas pela primeira vez.
"Tendo em conta que houve uma quantidade muito grande de novidades, tanto ao nível dos exames do 11º ano, como dos programas novos do 12º, penso que a avaliação dos resultados é razoável", disse Glória Ramalho, directora daquele gabinete do ministério.
"Houve uma certa constância nos resultados em relação ao ano passado, por exemplo no caso da Matemática, onde, sendo baixos, se mantiveram sem grandes alterações".
Glória Ramalho desvalorizou a descida da média de classificações na maioria dos exames, considerando que a diminuição ocorreu, sobretudo, nas provas relativas ao programa antigo, nas quais os alunos são, maioritariamente, "repetentes ou provenientes de turmas residuais".
"Este ano houve simultaneamente exames relativos aos programas novos e a programas antigos. Os alunos que fizeram os exames antigos estão em situações especiais e, por isso, é compreensível que os resultados tenham baixado nessas provas".
Com a reforma curricular introduzida em 2004 pelo então ministro da Educação do Governo PSD/CDS-PP, David Justino, foram introduzidas disciplinas bienais com exames nacionais no 11º ano, que foram este ano realizados pela primeira vez, tendo sido igualmente alterados programas de várias disciplinas.
As alterações introduzidas na altura nos programas foram igualmente testadas pela primeira vez em exames nacionais do 12º, já que em 2004 os alunos que agora prestaram provas estavam ainda no 10º ano.
in PÚBLICO

6 Comments:

Blogger Quiron said...

Quando a responsabilidade é dos professores, uma percentagem de 50,1% de negativas não é considerada «razoável» e exige justificação cabal - mesmo que o universo considerado seja uma única turma e que no universo alargado de todas as turmas do mesmo professor a percentagem de negativas seja muito mais baixa.

Quando a responsabilidade é do Ministério, 64% de negativas passa a ser razoável...

sexta-feira, julho 14, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Eu diria que os alunos, professores , pais, estão cansados de ir à escola.

sexta-feira, julho 14, 2006  
Anonymous J.F. said...

Quanta falta de ambição!!! Por maior que seja a mediocridade tiram-se sempre ilações “positivas”... Por estas e por outras é que não vamos a lado nenhum...
- quanto toca a culpar os professores: todos acolhem e cada um fala mais alto, são todos uns incompetentes e não sobra nenhum... todos aplaudem quando a estes, aqueles que não querem trabalhar e reclamam por tudo e por nada, se atribuem 150/ 200... alunos espalhados por 5/6/7... turmas (sem que exista qualquer preocupação com a qualidade do serviço prestado) mais tarefas burocráticas (sem efeitos na melhoria das aprendizagens) mais as reuniões disto/daquilo e de mais qualquer coisa (que se pretendem marcadas para além do seu horário semanal de trabalho).

sábado, julho 15, 2006  
Anonymous J.F. said...

Todos aplaudem quando a estes, oportunistas do sistema de ensino, se atribuem mais e mais tarefas de âmbito sócio/cultural/ psicológico/de acompanhamento/lazer e burocrático porque eles não precisam de tempo para estudar/ pesquisar; não precisam de tempo para preparação de aulas, preparação e avaliação de estratégias diversificadas; não necessitam de tempo para preparação e realização de avaliações aos alunos; não precisam de tempo para preparação, aplicação e avaliação de instrumentos de trabalho diversificados...
- quanto a culpar outras hierarquias: vamos com calma - são sempre competentíssimos, trabalhadores incansáveis ( almas beneméritas que trabalham até horas tardias da noite preparando excelentes documentos para a boa gestão das escolas, com a profunda convicção de preservar e defender o “bem público” ), com a formação e experiência adequadas e sempre com um profundo conhecimento do sistema de ensino!!! Começa-se por procurar a parte positiva (?) da coisa.

sábado, julho 15, 2006  
Anonymous J.F. said...

Conclusão :
Depois arranjam-se “mil e uma” justificações. E preparem-se... porque, ainda vai chegar à habitual falta de formação e preparação dos professores e no actual contexto ao facto de os professores não trabalharem para o sucesso dos seus alunos...
Reforma sobre reforma e sobre reforma... na educação nada permanece... e acima de tudo, nada se avalia... A “eficácia” do sistema parece centrar-se, acima de tudo, na permanente reformulação do reformulado envolta em discursos cada vez mais prosaicos, com uma retórica intangível. Não há estabilidade, nem objectividade: as consequências mais duradouras e os impactos mais nefastos atingem, acima de tudo, os alunos - aqueles que serão os futuros activos deste país.

sábado, julho 15, 2006  
Anonymous José Alves said...

Mais uma vez se fala em exames nacionais, notas, exames mal construidos, grelhas de correcção desfasadas, etc., etc.... Enquanto os exames forem elaborados por quem não tem nada a ver com a leccionação das disciplinas; enquanto houver apenas itens programáticos em relação aos programas, enquanto houver vários livros adoptados e cada um com o seu desenvolvimento em relação aos conteúdos; enquanto houver a inflexibilidade na aplicação dos critérios de avaliação e o corrector, que em princípio foi o professor que leccionou a disciplina, continuar a ser um mero executor, um actor passivo...teremos sempre os mesmos problemas. (Haja livro único para que o GAVE possa impor critérios únicos)...

segunda-feira, julho 17, 2006  

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