quarta-feira, agosto 30, 2006

Associações de pais aplaudem congelamento do preço dos manuais escolares!


A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) considerou hoje que o congelamento do preço dos manuais escolares até 2007 representa uma medida positiva.
"É uma medida óptima para os pais", disseMaria José Viseu, presidente da Confap, lembrando que esta medida já constava de uma proposta do Ministério da Educação (ME) e da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).
O preço dos manuais da escolaridade obrigatória vai manter-se congelado até 2007, prevendo-se apenas o ajuste da inflação, que no próximo ano deverá rondar os 2,6 por cento.Citando um estudo que vai ser apresentado hoje, em Lisboa, pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, o "Diário Económico" de hoje refere que o aumento mínimo registado será de dois por cento, acrescentando que em alguns casos os manuais poderão baixar 1,8 por cento.
Maria José Viseu congratulou-se também com a vigência por seis anos dos manuais escolares a partir de 2007/2008, com actualizações em algumas disciplinas através de adendas com outros tipos de suporte, como o CD.
"É uma redução muito grande de custos para as famílias, muitas delas carenciadas e que por desconhecimento nem pedem às autarquias os apoios a que têm direito, para manuais escolares e equipamento de educação física, por exemplo", acrescentou.
in LUSA

3 Comments:

Anonymous Cátia Benevides said...

A questão que se põe passa antes pela qualidade e preço dos manuais do que propriamente pela sua adopção passar dos 4 para os 6 anos. Aliás em algumas escolas os manuais não duram os ditos 4 anos. Acima de tudo é importante reflectirmos sobre esta "história" que nos andam a contar há já muito tempo. Sobre este "filme" das editoras e dos lobbys que envolvem toda esta questão dos manuais escolares, objectos que em muitas situações não são mais do que uma forma de alguns ditos professores se demitirem da sua função, poupando-lhes as suas cabecinhas preguiçosas. Para além disto queria só demosntrar a minha indignação perante as opiniões de alguns leitores. O que é que o preço dos manuais tem que ver com o resto? Por favor, mais uma vez, não vamos misturar as coisas! Concordo que de facto as opções de algumas famílias nesta sociedade consumista não sejam as melhores, mas isso não desculpa o facto de cada vez mais o ensino em Portugal ser dirigido a uma minoria.

sábado, setembro 02, 2006  
Anonymous Maria Ferreira said...

O período de vigência dos manuais escolares muito longo não impede forçosamente que as famílias tenham que adquirir novos manuais para os filhos mais novos. Basta que no ano em que um 2º ou 3º filho passe para determinado ano de escolaridade e nesse mesmo ano entre um novo período de adopção para que as crianças tenham novos manuais. É, portanto, um disparate um período longo de vigência dos manuais. A actualidade será deformada e obrigará os professores à produção de documentos de actualização de dados o que se traduzirá no aumento de materiais a transportar e no custo. Tive dois filhos na escola com dois anos de diferença e tiveram maioritariamente os mesmos manuais apesar de um período de vigência mais curto. Tive sorte com os anos em que entraram para a escola! A educação tem que ser considerado um investimento que as famílias também têm que fazer.

sábado, setembro 02, 2006  
Anonymous Sofia Silveira said...

Acho muito bem que se acabe com esta indústria das editoras, aumentando a "validade" dos manuais. É preciso começar a pensar mais nos pais e nos professores e menos nos negócios - sim porque esta história dos manuais é puro negócio: e usarem a desculpa do coitadinho do planeta (que já não o é) Plutão é simplesmente patético. E já agora, as editoras que deixem de ilustrar tantas macacadas nos livros, e cinjam-se ao que é essencial: o conteúdo de aprendizagem - é meio caminho andado para tornar os livros mais leves.

sábado, setembro 02, 2006  

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