quarta-feira, agosto 30, 2006

Manuais escolares: aumento dos preços vai acompanhar subida da inflação!

O aumento do preço dos manuais escolares este ano lectivo vai reflectir apenas a subida da inflação, que deverá rondar os 2,6 por cento, mas os editores admitem que os aumentos poderão ser mais substanciais a partir de 2008/2009.
De acordo com a edição de hoje do "Diário Económico", que cita um estudo da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), o aumento mínimo será de dois por cento, mas há casos em que o preço dos manuais poderá mesmo baixar 1,8 por cento.
A factura a pagar pelos encarregados de educação será este ano mais baixa para os que têm filhos a frequentar o 1º ciclo do ensino básico, uma vez que neste grau de ensino os manuais deverão custar no máximo 34 euros.
A partir do 5º ano o preço limite para cada livro será, em média, de 15 euros, e no 9º ano o preço de alguns manuais poderá atingir os 20 euros.
O preço dos livros até ao 9º ano de escolaridade é regulado por uma convenção acordada com os ministérios da Economia e Educação.
As novas regras impostas pelo Ministério da Educação estipulam também, entre outros aspectos, que o período de vigência dos livros do ensino básico e secundário passa a ser de seis anos.
O novo diploma legal sobre manuais escolares, publicado ontem em Diário da República, obriga a que todos os livros disponíveis no mercado sejam certificados por comissões de avaliação.
De acordo com a Lei 47/2006 - cuja aplicação progressiva apenas ocorrerá a partir do ano lectivo 2007/2008 -, todos os editores vão ter de submeter os seus manuais a comissões de peritos nomeadas pelo Ministério da Educação ou entidades acreditadas, que irão avaliar os livros com a menção de "certificado" ou "não certificado".
Os editores afastam qualquer hipótese de atraso no abastecimento do mercado, estimando que até ao primeiro dia de aulas 95 por cento dos estudantes terão já os manuais escolares.
O mercado dos manuais escolares, só para a escolaridade obrigatória, representa entre 50 e 60 milhões de euros. O custo por aluno do ensino básico é de entre 250 e 300 euros, subindo 50 euros no 3º ciclo.
in PÚBLICO

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Esta notícia do congelamento só me faz rir porque é uma técnica que o "bando" dos editores utiliza para encobrir a realidade que todos os anos acontece e depois se não lhes fazem a vontade ameaçam com a falta dos livros no inicio do ano lectivo e então os diversos governos lá lhes fazem as vontades. Olhem para países desenvolvidos como a França onde os pais até ao equivalente 9º ano não pagam/compram os livros pois estes são cedidos pela escola com a condição dos mesmos serem devolvidos no final do ano. Mas como neste país temos a mania de sermos mais espertos que os outros isto não existe e os editores e livreiros optam pela táctica de nos livros lançarem folhas de exercícios que só podem ser realizados nos mesmos, o que vem impedir que os ditos livros possam ser utilizados por outros alunos no ano seguinte ou então tentam mudar os livros com a "treta" que foi o professor A ou B que afinal aconselhou a utilização deste ou aquele livro. Volto a repetir, olhem para países mais desenvolvidos do que nós onde geralmente a nível Nacional existe um livro para cada disciplina e não + de 50 como cá.

quarta-feira, agosto 30, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Quando os manuais escolares estão ao preço que estão, no meu caso vou gastar mais de 100 contos só em livros.... Se me viessem dizer que os livros baixavam imediatamente e definitivamente 50 % isso sim era uma noticia ... agora vêm dizer que podem baixar 1,8 .... estou farto de mentiras e justificações na altura de compra os livros parece tudo interligado - Altura de comprar livros ----- sai campanha de intoxicação ....o Povão não precisa que se lhe atira mais areia para os olhos porque já não vê .

quarta-feira, agosto 30, 2006  

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