segunda-feira, agosto 21, 2006

Ministério alarga prazo para professores aceitarem colocação!

O Ministério da Educação vai alargar o prazo dado aos professores para aceitarem a sua colocação nas escolas, tendo em conta que a publicação das listas coincidiu com o período de férias de muitos docentes.
O anúncio foi feito pelo Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, adiantando que amanhã "será divulgada a data da extensão do prazo", que poderá mesmo prolongar-se até ao final do mês.
A decisão da tutela vai ao encontro do que tinha sido pedido pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) que hoje alertou para o facto de muitos professores não se puderem deslocar às escolas por estarem de férias.
As listas definitivas de colocação de professores foram publicadas na sexta-feira à noite, cerca de duas semanas antes do previsto. De acordo com a lei em vigor, os professores podem aceitar a colocação pessoalmente, por fax ou por Internet, mas caso não o façam nos dois dias úteis seguintes à publicação da respectiva lista perdem o lugar.
O secretário de Estado justificou a extensão do prazo frisando que "a antecipação da publicação das listas foi feita para beneficiar os professores e as escolas, para que todos saibam mais cedo a sua colocação, pelo que não faria sentido que agora pudesse haver prejuízo" para os docentes ou para os estabelecimentos de ensino.
O responsável rejeitou, no entanto, a existência de erros nas listas de colocação, nomeadamente no que se refere aos professores do código 300 (Português do terceiro ciclo) e código 320 (Francês), que a Fenprof diz ter detectado.
Segundo a federação,"pelo menos 600 professores de Português e Francês pertencentes aos Quadros de Zona Pedagógica vão ficar com horário zero, já que as suas vagas foram preenchidas por professores contratados".
"Não há nenhum erro nas listas", garantiu Jorge Pedreira, explicando que "os grupos das línguas foram divididos", verificando-se que a maioria dos docentes que podiam leccionar Português e Francês optou pela primeira disciplina.
"Mas, como o período de afectação dos professores do Quadro de Zona Pedagógica decorre até ao final de Setembro", o secretário de Estado mostra-se convicto de que será encontrada solução para os professores que agora terão ficado com horário zero.
in PÚBLICO