domingo, setembro 10, 2006

Linha telefónica para professores vítimas de violência arranca segunda-feira!

Os docentes vítimas de violência e indisciplina nas escolas podem contar a partir de segunda-feira com o apoio psicológico e jurídico de especialistas através de uma linha telefónica gratuita, promovida pela Associação Nacional de Professores (ANP).
Professores, psicólogos, juristas e especialistas em mediação de conflitos e mediação escolar constituem a equipa de sete técnicos que estará acessível através do número 808962006, todos os dias úteis, entre as 11h00 e as 12h30 e entre as 18h30 e as 20h00.
"Será um horário limitado nesta primeira fase experimental, mas em função do volume de chamadas que viermos a receber podemos ponderar o seu alargamento", disse à Lusa João Grancho, presidente da ANP.
Esta linha confidencial, promovida em parceria com a Universidade Lusófona do Porto e com a Liberty Seguros, contará com um serviço de mensagens, estando ainda disponível um endereço de mail (sosprofessores@anprofessores.pt) para os docentes poderem expor os seus casos.
"Queremos que funcione, acima de tudo, como um instrumento de prevenção que pretende ajudar os professores a lidar com situações de conflitualidade, antes de ocorrerem efectivamente problemas de violência", explicou o responsável da ANP.
A partir da análise de cada caso, os técnicos traçam um plano de apoio, que pode passar pela ajuda presencial e que pode ainda abranger acções de formação sobre mediação de conflitos.
Para já, o apoio presencial será possível apenas na sede da associação, no Porto, estando prevista a disponibilização deste serviço também em Lisboa e Braga, em data ainda não definida.
O lançamento desta linha telefónica estava agendado, inicialmente, para o final de Maio, mas foi adiado para este mês, uma vez que a associação decidiu alargar o plano de intervenção na sequência de uma reportagem da RTP sobre violência escolar, por considerar que o problema tinha uma dimensão maior do que julgava.
De acordo com dados do Gabinete de Segurança do Ministério da Educação, referentes ao ano lectivo 2004/2005, registaram-se mais de 1200 casos de violência escolar nos estabelecimentos de ensino portugueses, que obrigaram um total de 191 alunos, professores e funcionários a receber tratamento hospitalar devido a agressões.
Actualmente, a política de segurança para os estabelecimentos de ensino assenta na "Escola Segura", um programa criado em 1996 e tutelado em conjunto pelos ministérios da Educação e da Administração Interna, que consiste na presença de polícias (PSP e GNR) no exterior dos estabelecimentos e de seguranças no interior, habitualmente agentes reformados.
in PÚBLICO

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Sugestão: "solicitar aos meninos que se portam mal" para se dirigirem em massa à 5 de Outubro. É muito terapeutico para eles e para os professores. É uma grande poupança...em recursos financeiros (somos pobrezinhos). Bem sei que há muitos psicólogos e advogados desempregados. Mas fazem é falta nas escolas. Em dois agrupamentos e numa secundária trabalha... uma psicóloga. Tem a população escolar de todo um concelho deste triste Portugal. Fantástico! Concelho de dimensão média. De qualquer forma esta acção de primeiros socorros desta associação de professores é meritória, pois conheço muitos colegas que deixaram pura e simplesmente de poder dar aulas, após terem sido alvo de agressão. O ano passado acompanhei um caso de uma colega de perto. E por acaso...tb sou psicóloga. Pode desencadear incapacidade para o exercício da docência, mesmo em pessoas sem qualqer tipos de problemas. Em qualquer país civilizado, equipas técnicas acompanham as escolas. Mas Portugal é do 3º mundo, estava a esquecer-me!

sábado, setembro 16, 2006  

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