quinta-feira, setembro 28, 2006

Sindicatos entregam exigências no Ministério da Educação e ameaçam com greves

Os sindicatos que estão a negociar a revisão do Estatuto da Carreira Docente exigiram hoje à tutela a retirada de propostas como a introdução de quotas na profissão e a avaliação dos professores pelos pais, que consideram "inadmissíveis".
Vão mais longe e ameaçam com greves.
Num documento conjunto entregue hoje no Ministério da Educação, as 13 organizações sindicais que formaram uma plataforma reivindicativa fazem sete exigências, intimando a tutela a abandonar uma "atitude fechada e inflexível" e a iniciar uma "negociação séria e efectiva".
A divisão da carreira em duas categorias, com quotas estabelecidas para subir de escalão e aceder à segunda e mais elevada, é uma das principais propostas do ministério, relativamente à qual os sindicatos exigem um recuo.
A contagem de todo o tempo de serviço dos professores, incluindo a regime de contrato e a manutenção de direitos que afirmam estar a ser postos em causa como os relacionados com as faltas para licença de maternidade e protecção na doença, por exemplo, são outras reivindicações feitas pelas organizações sindicais.
Para a plataforma reivindicativa, constituída em Julho, são ainda "inadmissíveis" as propostas do ministério relativas ao novo modelo de avaliação de desempenho, que inclui critérios como a apreciação dos pais e as taxas de insucesso e abandono escolar dos alunos.
Acusando o ministério de violar a lei da negociação colectiva, impondo unilateralmente um calendário e um prazo para o processo, os sindicatos chegaram a admitir em Setembro, quando foram retomadas as reuniões, uma ruptura negocial.
Hoje, Mário Nogueira, da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), adiantou que os sindicatos vão ponderar uma suspensão do processo e a marcação de mais do que um dia de greve já em Outubro, caso a tutela não mostre abertura para discutir estas reivindicações.
"Solicitámos ao ministério a realização de uma reunião com todos os sindicatos a 4 de Outubro.
Se não houver uma mudança de atitude por parte do ministério, vamos ponderar a suspensão das reuniões, que será acompanhada de uma forte contestação nas escolas, com a marcação de mais do que um dia de greve", referiu.
Para já, está apenas agendada uma marcha de protesto a 5 de Outubro, Dia Mundial do Professor, na qual são esperados cerca 15 mil docentes.
in LUSA

2 Comments:

Blogger Henriquin said...

Os sindicatos deveriam auscultar os Professores em início de carreira, e perguntarem-lhes o que pensam da aplicação efectiva da legislação de 1998, que está a ser levada a cabo pela Ministra e também se concordam ou não com as alterações efectuadas ao ECD?
Tenho a certeza que iriam ter grandes surpresas!
Apesar de haver alguns que apoiam as suas posições, não por convicção, mas sim por solidariedade corporativista!

sexta-feira, setembro 29, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Espero muito honestamente que o dia 5 de Outubro, que marcou a luta pela Implantação da 1ª República em Portugal (a Democracia), se reedite agora pela voz e presença dos professores deste País. Claro, dos mais lúcidos. Dos menos egoístas. Dos mais fortes.

sexta-feira, setembro 29, 2006  

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