quinta-feira, outubro 19, 2006

Ministério nega envio de inspectores às escolas durante greve dos professores

O Ministério da Educação negou hoje ter enviado inspectores às escolas durante a greve dos professores, em reacção à denúncia da Federação Nacional do Ensino e Investigação (Fenei), que acusou a tutela de instaurar "um clima de terror".
A acusação partiu do presidente da estrutura sindical, Carlos Chagas, que disse que o Ministério da Educação enviou inspectores para as escolas na terça-feira e ontem quando os professores estavam em greve contra a proposta governamental de revisão do Estatuto de Carreira Docente.
"Temos conhecimento de pelo menos três escolas - duas em Lisboa e uma em Loures - que foram alvo de inspecções sobre o seu funcionamento", indicou o sindicalista.
De acordo com Carlos Chagas, no primeiro dia de greve nacional foi fiscalizada a Escola Secundária da Portela de Sacavém, em Loures, e ontem foi a vez das escolas Rainha Dona Leonor e Paços Manuel, ambas em Lisboa.
Para a Fenei, o Ministério da Educação "está a intimidar os professores que sentem que andam pessoas na escola a fiscalizar e, consequentemente, a instaurar um clima de terror".
Em comunicado, o gabinete da ministra da tutela, Maria de Lurdes Rodrigues, "desmente categórica e completamente tais alegações" e "lamenta que organizações responsáveis divulguem insinuações ou reproduzam falsas informações, atendendo a que nenhum inspector e nenhuma acção inspectiva foi iniciada ou determinada em relação com acções de greve".
in LUSA

1 Comments:

Blogger Maria Lisboa said...

Que disparate!!!

Aqueles anjinhos iam lá fazer uma coisas dessas!!!

O que é certo é que há muita gente com medo ... de quê, não sei! Ou talvez saiba... infelizmente, a maior parte dos nossos colegas anda a "dormir". Não lê uma linha sobre legislação (e por isso não conhece nem direitos, nem deveres, o que os faz ter medo), não lê uma linha sobre as propostas da milu (por isso, os colegas e os sindicatos exageram e assim não se incomoda, pensando que o mal é sempre para os outros)... e não tem dignidade, por isso não sente que esta lhe esteja a ser roubada. Sim, porque para além de toda a ignomínia que as propostas contêm, o maior roubo, tem sido o da nossa dignidade profissional.

domingo, outubro 22, 2006  

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