quinta-feira, novembro 23, 2006

Direcção Regional de Educação de Lisboa desvaloriza protesto contra aulas de substituição

A Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) desvalorizou hoje os protestos dos alunos do secundário contra as aulas de substituição, mas mostrou-se disponível para trabalhar com estudantes e conselhos executivos na resolução dos problemas denunciados.
Perto de cem alunos manifestaram-se hoje frente ao Ministério da Educação, em Lisboa, num protesto convocado por associações de estudantes que ficou muito aquém da mobilização conseguida na quinta-feira passada através da Internet e de mensagens de telemóvel.
"Na área de Lisboa temos mais de 67 mil alunos no ensino secundário diurno e é necessário ter em conta esta manifestação nesse contexto. De uma forma geral não se registaram problemas de funcionamento das escolas", afirmou José Leitão, director regional de Educação de Lisboa.
Reconhecendo a existência de problemas em algumas escolas, o responsável adiantou que a DREL "está disponível para trabalhar com todos os intervenientes", alunos e conselhos executivos, para que sejam "induzidas boas práticas" a propósito das aulas de substituição.
José Leitão recordou que anteontem a DREL reuniu com o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, e com conselhos executivos da região de Lisboa, tendo sido analisados exemplos de boas práticas, bem como casos onde de facto se registam problemas. "Estamos em diálogo com os conselhos executivos para procurar dar respostas às dificuldades de implementação", acrescentou.
Quanto aos alunos, o responsável salienta que, em Lisboa, os estudantes não mostraram "intenção de dialogar ou serem recebidos" pelo Ministério da Educação ou pela DREL, nem apresentaram qualquer documento a relatar as alegadas irregularidades.
No Porto, onde se manifestaram cerca de mil alunos, a directora regional de Educação, Margarida Moreira, comprometeu-se a investigar as razões do mau funcionamento destas aulas em algumas escolas, tendo garantido ao grupo de alunos que recebeu reuniões periódicas para debater as questões que mais preocupam os estudantes.
O director regional de Educação do Algarve, Libório Correia, afirmou que "está a ser feito um acompanhamento das escolas onde se registam problemas", para que os estabelecimentos de ensino adoptem "estratégias adequadas".
Na quinta-feira passada, o secretário de Estado Adjunto e da Educação aconselhou os alunos a apresentarem as suas queixas junto dos conselhos executivos e garantiu que a tutela "dará todo o apoio para a resolução desses problemas". "Há normas e orientações da parte do ministério que permitem assegurar as aulas e actividades de substituição com qualidade e maior significado pedagógico. Há todas as condições para esse efeito. É, fundamentalmente, uma questão de organização", afirmou Jorge Pedreira.
O governante ressalvou que "as más práticas devem ser expostas e corrigidas nos órgãos próprios das escolas". "Penso que os estudantes tem todo o direito de se manifestar e protestar. Penso que fazê-lo nos moldes em que estão a fazer, nas ruas, não resolve nada ", defendeu na altura.
in LUSA

Os portugueses começam a aperceber-se que de facto este governo e o Ministério da Educação em particular vai desvalorizando, desvalorizando, desvalorizando...


2 Comments:

Blogger Henriquin said...

E você acha que se deveria valorizar?
Felizmente para o Sistema Educativo são poucos os que pensam assim! Mas ainda os há…!

domingo, novembro 26, 2006  
Anonymous sizandro said...

Não se iluda colega. A DREL, os alunos e os pais cedo vão encontrar os culpados dessa situação... consegue adivinhar quem são?

segunda-feira, novembro 27, 2006  

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