terça-feira, novembro 07, 2006

Integração escolar de alunos imigrantes debatida hoje em Lisboa


A integração escolar de alunos imigrantes vai estar hoje em debate na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, onde será apresentado o projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa.
No âmbito do projecto será lançado um CD-ROM com estratégias de ensino e diversas propostas de exercícios para o ensino do português como língua não-materna, para além de ser apresentado um conjunto de textos de formação para os professores.
O projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa é uma iniciativa conjunta da Fundação Calouste Gulbenkian, do Instituto de Linguística Computacional e da Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação.Iniciado em 2003, o projecto pretende conhecer e valorizar a diversidade linguística, criando simultaneamente materiais didácticos e linhas de orientação dirigidas aos professores, para melhorar o domínio do português pelos alunos.
Os primeiros resultados da investigação foram apresentados no ano passado, com o lançamento de um CD-ROM que incluía a caracterização da diversidade linguística presente nos 1º e 2º ciclos de ensino básico da Área Metropolitana de Lisboa.
Os dados recolhidos revelavam que a Escola Básica António Sérgio, no Cacém, é o estabelecimento de ensino com maior diversidade linguística na Área Metropolitana de Lisboa, com alunos de 17 nacionalidades.
Na lista de escolas com maior número de crianças estrangeiras encontram-se ainda a Escola Básica do 1º Ciclo Odivelas Nº 1 (que inclui jardim de infância), com 16 nacionalidades; e a Escola Básica do 1º Ciclo Agualva nº 3, em Sintra, com 14 nacionalidades.Através de um inquérito realizado em 410 escolas dos concelhos de Almada, Amadora, Barreiro, Lisboa, Loures, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Seixal e Sintra, pode concluir-se que, dos 74.595 alunos, 8406 nasceram fora de Portugal (11 por cento).
Os alunos em causa são naturais de 74 países, sendo Angola o mais representado, com 2577 crianças, seguida de Cabo Verde (1343), Guiné-Bissau (951), Brasil (782) e São Tomé e Príncipe (661).O crioulo cabo-verdiano, o crioulo da Guiné e o quimbundo (um dos dialectos angolanos) são as línguas mais faladas pelos alunos estrangeiros na escola e em casa. Contudo, alguns abandonam a língua materna quando estão junto de colegas e amigos
in PÚBLICO