terça-feira, dezembro 12, 2006

Noventa por cento das licenciaturas adaptadas ao Processo de Bolonha em 2007

O número de licenciaturas do ensino superior público e privado adaptadas ao Processo de Bolonha vai duplicar no próximo ano lectivo, atingindo 90 por cento, assegurou hoje, no Parlamento, o ministro Mariano Gago.
Na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, o ministro adiantou que, em 2007/2008, 84 por cento das licenciaturas em universidades e institutos politécnicos públicos portugueses estarão adaptadas ao novo modelo de organização do ensino superior destinado a homogeneizar os graus e diplomas atribuídos em toda a Europa.
A estes 84 por cento acresce ainda seis por cento de cursos de formação de professores, que funcionam com mestrado integrado e que também já estarão adaptados.
Este ano lectivo, o número de licenciaturas no ensino superior público que funciona de acordo com as novas regras é de apenas 42 por cento, afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, adiantando que o Processo de Bolonha está a evoluir a um ritmo idêntico no ensino superior privado.
De acordo com o novo modelo de organização decorrente do Processo de Bolonha, acabam os bacharelatos e o ensino superior passa a estar assente em apenas três ciclos: licenciatura (com a duração de três ou quatro anos), mestrado (com a duração de um ou dois anos) e doutoramento (com a duração mínima de três anos).
Empréstimos bancários para alunos poderão arrancar em 2007
Também segundo afirmou o ministro no Parlamento, o Governo está a negociar com instituições bancárias a criação de um sistema de empréstimos de juros baixos para ajudar estudantes do ensino superior, o que deverá arrancar já no próximo ano.
"A acção social escolar deve ser reforçada, mas não chega. O que faz mais falta é um sistema de empréstimos a estudantes, com juros baixos, e o Governo tem estado já a contactar instituições de crédito nesse sentido", afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
No final da comissão parlamentar, Mariano Gago precisou que estes empréstimos, destinados a ajudar os estudantes no pagamento das propinas e outras despesas relacionadas com o curso, devem ser pagos apenas quando os alunos terminarem a licenciatura e tiverem rendimentos.
in LUSA

1 Comments:

Blogger Sizandro said...

Como com licenciaturas de 5 anos não conseguimos ser um país de doutores,baixa a fasquia para os 3 anos e assim já há mais doutores. A seguir o que vai ser? Vamos a casa? Comprar embalagens de Farinha Amparo?
Quem querem estes enganar?
Não se vê logo que isto é apenas um esquema para poupar dinehrio ao Estado na Educação? Os pais ainda nem sequer perceberam que agora vão ter de pagar (e bem) os tais mestrados... que no fundo vão ser o mínimo exigido para as profissões que hoje têm licenciatura...

sexta-feira, dezembro 15, 2006  

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