quarta-feira, janeiro 31, 2007

Faltam docentes da educação especial

Na área da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), segundo o sindicalista, "faltam centenas de docentes da educação especial e estarão sem apoio da educação especial muitas centenas de alunos, provavelmente cerca de um milhar, com necessidades educativas especiais".
Estes jovens, "andam por aí à deriva nas escolas, sem qualquer apoio", declarou Manuel Rodrigues.Por outro lado, o responsável recordou, "a aplicação do conceito de necessidades educativas especiais de carácter prolongado levou à exclusão da educação especial de cerca de 40 mil alunos a nível nacional, entre 2005 e 2007, com forte incidência nesta região", onde alegadamente são excluídos dez mil alunos, de acordo com o estudo do SPRC.
"Há docentes a trabalhar na educação especial sem formação especializada e sem experiência" e "faltam também diversos técnicos", como terapeutas da fala, psicólogos, formadores de língua gestual portuguesa, técnicos de Braille e de mobilidade, "numa perspectiva de equipas multidisciplinares de apoio à educação especial".
Faltam ainda técnicos de acção educativa (69 na área da DREC, segundo a amostra), um recurso humano que o SPRC considera "de grande importância para o acompanhamento e apoio educativo aos alunos com deficiência".
"A agravar este quadro, está ainda o impressionante número de turmas que, contrariando o decreto-lei 319/91, excedem os 20 alunos", disse Manuel Rodrigues.
O SPRC vai entregar o estudo à DREC, Inspecção-Geral de Educação, todos os grupos parlamentares, organizações representativas das pessoas com deficiência, federações regionais de associações de pais e confederação do sector, além do director-geral da UNESCO.
"A Declaração de Salamanca e a convenção assumida pela ONU, em Dezembro de 2006, sobre os direitos das pessoas com deficiência têm que ser respeitadas", refere um documento distribuído aos jornalistas.
Mário Nogueira, justificando a participação ao responsável máximo da UNESCO, frisou que "pelo menos um Estado (Portugal) não respeita" aqueles acordos internacionais, embora os tenha subscrito.
A situação ao nível das necessidades educativas especiais, na região Centro, foi corroborada por testemunhos de António Matos de Almeida, dirigente da Associação Portuguesa de Deficientes, diversos técnicos, professores e pais presentes na conferência de imprensa do SPRC.
in PÚBLICO

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Pelo(s) Algarve(s) a situação penso que é tão ou mais grave do que na região centro! Quem se quer dar ao trabalho de colaborar na averiguação?

quinta-feira, fevereiro 01, 2007  
Blogger Sizandro said...

Não percebo onde está o das vagas em educação especial, em relação ao ano passado. Bastava ter contado nos cuncursos e somado os destacamentos.
Parece que ninguem est+a muito preocupado. os pais com dinehrio pagam por fora, os sem dinheiro resignam-se.. se fosse noutro Governo era um escândalo, mas como este está a por as contas em ordem está tudo caladinho.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007  

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