quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Provas nacionais de aferição nos 4º e 6º anos passam a ser universais


Todos os alunos do 4º e 6º anos vão fazer obrigatoriamente provas nacionais de aferição a Língua Portuguesa e a Matemática, que, até aqui, apenas eram realizadas por uma amostra de estudantes, segundo determina um despacho hoje publicado em Diário da República.
De acordo com o documento, "as provas de aferição, a realizar no final do 1º e do 2º ciclos do ensino básico, deverão ser aplicadas anualmente ao universo dos alunos, nas escolas públicas e nos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo".
Introduzidas em 2000/2001, as provas de Língua Portuguesa e de Matemática eram, até agora, realizadas por uma amostra representativa dos alunos, o que no ano passado correspondeu um quarto dos estudantes do 4º e 6º anos, para ajudar os professores e a tutela a aferir se estão a ser adquiridas as competências básicas nas duas disciplinas.
O objectivo mantém-se, mas o Ministério da Educação decidiu universalizar as provas, considerando que estas são o instrumento "mais adequado para avaliar a qualidade do currículo nacional e a prestação das escolas nos primeiros ciclos do ensino básico".
Provas não contam para efeitos de retenção dos alunos
Apesar de não contarem para efeitos de retenção dos alunos, as notas alcançadas nas provas nacionais de aferição passarão a estar afixadas em pauta, possibilitando, segundo o ministério, "uma reflexão colectiva e individual sobre a adequação das práticas lectivas".
Assim, os estabelecimentos de ensino passarão a ter de realizar um relatório, a partir da análise dos resultados alcançados pelos alunos, no qual definem um plano de acção com medidas para melhorar o desempenho a Língua Portuguesa e Matemática.
Com base nos relatórios de cada escola, caberá depois à Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação elaborar um documento de avaliação dos currículos das duas disciplinas.
in LUSA