segunda-feira, março 26, 2007

Ainda sobre os Grandes Portugueses

Um país que elege Salazar como o "Grande Português", seja lá isso o que for, ou é ignorante ou está cansado de comemorar 33 anos de mediocridade.

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

"O espelho de Salazar

Não é Salazar quem ressurge como um herói fantasma. A saudade é a resposta emocional à mediocridade reinante.
(...)
Salazar é um dos símbolos da injustiça, da restrição das liberdades individuais, da prisão sem justa causa. Mas por aqui, o regime democrático tem um passado de vergonha que cada vez menos possui força moral para denunciar o ditador. É já um enorme exército de gente vítima da prisão extemporânea, do achincalhamento nacional sem honra de julgamento, de condenações na praça pública porque se ser um simples arguido, coisa que hoje vale divisas de bandido. Não é Salazar quem ressurge como um herói fantasma. A saudade é a resposta emocional à mediocridade reinante, à desilusão teimosa, à destruição paulatina dos valores essenciais da dignidade e da honradez em nome de uma clientela qualquer e de um cacique qualquer sem escrúpulos. De certa forma, estamos a ser confrontados com a nossa própria incapacidade, a nossa incompetência, a nossa tolerância face à degradação moral do próprio poder. Salazar não tem culpa. Mais do que herdeiros dele, somos herdeiros de Pôncio Pilatos e a História não perdoa tanta indiferença." Correio da Manhã, 5/03/2007
Francisco Moita Flores, Professor Universitário

terça-feira, março 27, 2007  
Blogger pedro_nunes_no_mundo said...

Ó parceiro, quer isso dizer que as duas características não podem ser cumulativas?

É que tendo bem a sério para essa possibilidade!

Abraço e boa interrupção.

quarta-feira, março 28, 2007  

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