terça-feira, abril 24, 2007

Relatório propõe comissão de segurança em cada escola


Um relatório da Assembleia da República sobre violência nas escolas recomenda a criação de uma comissão de segurança em cada estabelecimento de ensino, constituída por representantes de alunos, professores, pais, pessoal auxiliar e forças de segurança.

O documento, que será hoje apresentado na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e a que a agência Lusa teve acesso, contém as conclusões de um grupo de trabalho sobre segurança nas escolas, apresentando recomendações e sugestões de iniciativas legislativas.

O relatório recomenda "mais autonomia" na organização e funcionamento das escolas e dos professores e a integração no projecto educativo das escolas de acções de prevenção de comportamentos de risco e mediação de conflitos.

Outra das propostas do documento, redigido pela deputada do Partido Socialista Fernanda Asseiceira, prende-se com a criação de programas de formação para professores que contribuam para o desenvolvimento de competências de gestão e mediação de conflitos, bem como estratégias preventivas de comportamentos de indisciplina e agressividade no contexto escolar.

Recomenda-se ainda o alargamento da utilização do cartão electrónico individual a todas as escolas e a implementação do livro de ponto electrónico e da ficha electrónica de ocorrências, "para que permita um conhecimento objectivo e rigoroso das várias situações que ocorrem em meio escolar".

in LUSA

Ministério assina protocolo para mudar ensino do 25 de Abril


O Ministério da Educação assinou hoje um protocolo com a Associação 25 de Abril e a Associação de Professores de História destinado a mudar a forma como a Revolução dos Cravos é ensinada nas escolas.

"Com este protocolo, as escolas vão trabalhar para estimular a aprendizagem do 25 de Abril, uma matéria difícil e até esquecida no programa", disse Maria de Lurdes Rodrigues durante uma mini-aula improvisada sobre o ensino em Portugal antes e depois da revolução, na Escola Básica 2/3 Matilde Rosa Araújo, em Cascais.

A própria ministra admitiu que a revolução de Abril é um episódio difícil de ensinar a quem o não viveu, obrigando os professores a encontrar novas formas de estimular os jovens a interessar-se por momentos recentes da história de Portugal, como o Estado Novo e o 25 de Abril.

No âmbito do protocolo assinado hoje, professores e alunos poderão participar no novo site da Associação 25 de Abril dedicada à Guerra Colonial, com inauguração prevista para Setembro, adiantou hoje o presidente da instituição, Vasco Lourenço.

O 25 de Abril pelos olhos da ministra

Maria de Lurdes Rodrigues revelou aos alunos da escola de Cascais revelou que no 25 de Abril estava na escola, o local que disse ter sido um dos mais marcados pela revolução.

"O país mudou, não voltará a ser o mesmo. Antes do 25 de Abril a escolaridade obrigatória era até aos seis anos e hoje é até aos nove anos e a ambição é ir aos 18 anos", explicou a ministra aos alunos, atentos aos seus ensinamentos na mini-aula improvisada da biblioteca da escola.

A aula prosseguiu com a apresentação de vários números, com a ministra a lembrar que antes do 25 de Abril existiam apenas 25 mil alunos inscritos no ensino universitário e que hoje há mais de 400 mil estudantes no superior.

in LUSA

sábado, abril 21, 2007

Masoquismo



Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores.
Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos.
Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.
É evidente que a culpa é deles. E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita.
Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores. Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.
O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-ia-iam usado em proveito próprio.
É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não.
A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento. O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo.
Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater.
Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais - até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas.
Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão. Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M.
Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora há os professores masoquistas, que são espancados por eles.
Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.
Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças.
Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores.
Um cigano em cada escola, é a minha proposta. Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança.
Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.
Ricardo Araújo Pereira in VISÃO

sexta-feira, abril 20, 2007

Sindicatos querem que PSD peça fiscalização sucessiva do estatuto da carreira docente

Os sindicatos representativos dos professores pediram hoje ao PSD que accione junto do Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva do estatuto da carreira docente.

Carlos Chagas, representante da delegação de vários sindicatos que se reuniu hoje com o líder social-democrata, adiantou que foram entregues a Marques Mendes documentos que sustentam a convicção dos professores de que o estatuto sofre de inconstitucionalidades, nomeadamente ao criar duas categorias distintas para a carreira docente.

No final do encontro, que decorreu na sede do PSD, o sindicalista adiantou que os dirigentes do PSD presentes no encontro se comprometeram a estudar os dossiers apresentados.

"Marques Mendes disse que o partido não concorda com a criação das categorias de professor e professor titular e defende a existência de apenas uma categoria" disse Carlos Chagas.

O sindicalista referiu que, tendo em conta as duas carreiras, "o Governo não está a motivar professores mas efectivamente a colocá-los uns contra os outros", na medida em que uma das carreiras é "plenamente" burocrática.

Carlos Chagas salientou que Portugal não possui "orientações estratégicas" e "essenciais" para uma educação qualitativa e também não possui nenhuma "política de motivação" para os professores.

Na reunião de três horas estiveram presentes 24 sindicalistas representantes do Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN), Sindicato Nacional e Democrático de Professores (SINDEP), Sindicato Nacional de Professores Licenciados (SNPL) e Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades.
in PÚBLICO

quinta-feira, abril 19, 2007

Conselho das Escolas deverá começar a funcionar até Junho


O Conselho das Escolas, o novo órgão consultivo do Ministério da Educação (ME) constituído por representantes de conselhos executivos de todo o país, deverá começar a funcionar até Junho, anunciou hoje a ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

Criado no âmbito da nova lei orgânica do ME, o conselho será formado por 60 presidentes de conselhos executivos eleitos pelos colegas, tendo como objectivo assegurar a representação das escolas na definição da política educativa.

Elaborar propostas legislativas e emitir pareceres sobre diplomas relativos à educação pré-escolar e aos ensinos básico e secundário, como a reestruturação da rede pública de escolas, são algumas das competências do novo órgão.

"No final de Junho, esperamos já poder dispor de uma forma de audição das escolas que seja organizada e sistemática. Acabámos de nomear uma comissão eleitoral que vai organizar todo o processo de eleições", afirmou a ministra, à margem de uma sessão plenária do Conselho Nacional de Educação (CNE).

De acordo com a responsável, o presidente do Conselho das Escolas integrará o CNE, um órgão consultivo composto por elementos de vários sectores da comunidade educativa que, até agora, não incluía qualquer representante dos estabelecimentos de ensino públicos.

A comissão eleitoral formada pelo Governo é constituída por ex-presidentes de conselhos executivos, na maioria professores já aposentados, sendo presidida por Albertina Mateus, que durante 20 anos liderou o órgão de gestão de uma escola no Cacém.

As listas para as eleições para o Conselho das Escolas são constituídas por distritos e no sufrágio participam todos os conselhos executivos do país, que votarão por correspondência.

O conselho, que irá reunir-se semestralmente, terá autonomia de orçamento e a sua sede funcionará na escola a que pertence o presidente de conselho executivo eleito.

A criação desta estrutura foi inicialmente anunciada por Maria de Lurdes Rodrigues em Maio do ano passado, prevendo-se, nessa altura, que começasse a funcionar até ao final de 2006, o que não aconteceu.

in LUSA

quarta-feira, abril 11, 2007

Governo propõe a implementação de dois certificados de habilitações

O governo vai propôr nos próximos dias a implementação do duplo certificado de habilitações.
A proposta defende que cada candidato a um determinado lugar na administração pública possa optar por apresentar entre o seu verdadeiro certificado de habilitações e um por si devidamente ficcionado.
A opção pelo certificado ficcionado será alvo de regulamentação específica sendo um dos pressupostos o candidato possuir boas relações com a equipa do sector administrativo em exercício no período a que a candidatura se refere.
Outra das novidades será a possibilidade do candidato responsabilizar os serviços administrativos pela aceitação do seu certificado de habilitações ficcionado se este for alvo de investigação.
Esta medida insere-se no âmbito da reforma da administração pública articulando-se igualmente com o programa Simplex. O governo pretende desta forma agilizar o processo de selecção dos candidatos à administração pública de forma a poder actualizar a lista de supranumerários.

terça-feira, abril 10, 2007

Ministério da Educação nega dispensa de 20 mil professores

O Ministério da Educação negou hoje que possam vir a ser dispensados 20 mil docentes pelo Governo no âmbito da mobilidade especial da Função Pública, como estimou o Sindicato dos Professores da Região Centro.

"O Ministério da Educação desmente essa informação", disse Rui Nunes, assessor de imprensa do ministério, remetendo para declarações da ministra da Educação no Parlamento, onde Maria de Lurdes Rodrigues garantiu, em Novembro do ano passado, que o Governo não tenciona colocar nenhum professor no quadro de supranumerários.

Na ocasião, a ministra adiantou que o ministério está a preparar soluções alternativas, que permitam aos docentes sem horário atribuído desempenhar outras funções nas escolas, nomeadamente de carácter técnico.

De acordo com a responsável, a tutela vai apostar num complemento de formação especializada para estes professores, de forma a habilitá-los para o desempenho de funções como "o apoio à biblioteca, a manutenção do edifício, o apoio jurídico, o apoio social e a orientação vocacional".
in LUSA

domingo, abril 08, 2007

Diplomas, rigor e funcionários públicos


Sócrates é um primeiro ministro como deve ser, tem um diploma.
Sócrates fez o seu curso com um rigor tão grande que os seus professores o dispensaram de ir às aulas e de fazer exames.
Sócrates viu o sector privado trabalhar ao Domingo para lhe passar o diploma.
Sócrates é um exemplo para o país, um exemplo de competência, capacidade e trabalho.

quinta-feira, abril 05, 2007

Que saudade...

Ajudou a formar uma geração