sexta-feira, abril 20, 2007

Sindicatos querem que PSD peça fiscalização sucessiva do estatuto da carreira docente

Os sindicatos representativos dos professores pediram hoje ao PSD que accione junto do Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva do estatuto da carreira docente.

Carlos Chagas, representante da delegação de vários sindicatos que se reuniu hoje com o líder social-democrata, adiantou que foram entregues a Marques Mendes documentos que sustentam a convicção dos professores de que o estatuto sofre de inconstitucionalidades, nomeadamente ao criar duas categorias distintas para a carreira docente.

No final do encontro, que decorreu na sede do PSD, o sindicalista adiantou que os dirigentes do PSD presentes no encontro se comprometeram a estudar os dossiers apresentados.

"Marques Mendes disse que o partido não concorda com a criação das categorias de professor e professor titular e defende a existência de apenas uma categoria" disse Carlos Chagas.

O sindicalista referiu que, tendo em conta as duas carreiras, "o Governo não está a motivar professores mas efectivamente a colocá-los uns contra os outros", na medida em que uma das carreiras é "plenamente" burocrática.

Carlos Chagas salientou que Portugal não possui "orientações estratégicas" e "essenciais" para uma educação qualitativa e também não possui nenhuma "política de motivação" para os professores.

Na reunião de três horas estiveram presentes 24 sindicalistas representantes do Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN), Sindicato Nacional e Democrático de Professores (SINDEP), Sindicato Nacional de Professores Licenciados (SNPL) e Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades.
in PÚBLICO