terça-feira, maio 22, 2007

Para reflectir

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores, matam o nosso cão,
e não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz,
e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Maiakovski

2 Comments:

Blogger brit com said...

Blogs em Greve. Juntem-se. Imagem em http://img409.imageshack.us/img409/9072/grevegeralvz7.jpg

quarta-feira, maio 30, 2007  
Anonymous Stepan said...

O poema chama-se No Vaminho com Maiakovski de Eduardo Alves Costa, Niterói, RJ, 1936

Tu sabes,
Conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Excerto do Poema publicado no livro 'Os Cem Melhores Poetas Brasileiros do Século', organizado por José Nêumanne Pinto, pág. 218.

sexta-feira, junho 15, 2007  

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