sexta-feira, junho 01, 2007

Fenprof exige pagamento de horas a docentes que corrigem provas de aferição

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) reivindicou hoje o pagamento de horas extraordinárias aos docentes envolvidos na correcção das provas de aferição, considerando ser uma tarefa que representa um acréscimo de trabalho que ultrapassa o "estabelecido por lei".

Em comunicado, a federação afirma que vai distribuir em todas as escolas do ensino básico uma minuta de reclamação para os professores requererem o pagamento das horas.

Caso o pedido seja negado pelo Ministério da Educação (ME), a Fenprof adianta que os seus serviços jurídicos estarão à disposição dos docentes que queiram interpor um recurso hierárquico ou até uma acção judicial.

No primeiro dia da realização das provas dos 4º e 6º anos, a 22 de Maio, o secretário de Estado Adjunto da Educação afirmou que a correcção dos testes não será pago, uma vez que a tarefa "faz parte do trabalho dos professores".

Fenprof: professores têm de corrigir em poucos dias dezenas de provas

A maior estrutura sindical do sector alega, contudo, que os quatro mil professores classificadores têm de corrigir em poucos dias dezenas de provas, "uma tarefa exigente no plano profissional, que o ME pretende que seja acrescida ao trabalho intenso de final do ano".

"O ME revela, mais uma vez, desrespeito pelo trabalho dos professores e uma incompreensão das condições necessárias à sua realização qualificada", acusa a Fenprof.

Apesar de a tutela ter dispensado estes docentes da componente não lectiva (trabalho realizado nas escolas, fora do horário de aulas), a federação afirma que isso "não compensa o acréscimo de horas de trabalho, que ultrapassa largamente o estabelecido em lei".

Na semana passada, 250 mil alunos dos 4º e 6º anos testaram conhecimentos a Língua Portuguesa e a Matemática, realizando provas de aferição que não contam para a nota, mas ajudam a tutela a aferir se estão a ser adquiridas as competências básicas às duas disciplinas.

in LUSA