terça-feira, dezembro 11, 2007

Associação Nacional dos Professores vai lançar linha de apoio a alunos vítimas de “bullying”

A Associação Nacional dos Professores (ANP) vai criar uma linha telefónica de apoio a crianças e jovens vítimas de “bullying”, que deverá começar a funcionar no início do próximo ano.

“Estamos a trabalhar na criação de um mecanismo de apoio a alunos vítimas de ‘bullying’, que passará por uma linha telefónica, mas não só, e que poderá começar a funcionar no início do segundo período de aulas”, anunciou à Lusa o presidente da associação, João Grancho.

Em Setembro do ano passado, a ANP lançou, em parceria com a Universidade Lusófona do Porto e a Liberty Seguros, a linha telefónica SOS Professor, de apoio a docentes vítimas de agressão e indisciplina, que já recebeu mais de 250 chamadas.

Desta vez, a associação está preocupada com o comportamento agressivo e intencional de alunos mais velhos, fortes ou “populares” sobre colegas mais novos e com menos popularidade, vítimas de rejeição social, insultos diários e até maus-tratos físicos, um fenómeno conhecido como “bullying”, que João Grancho garante estar a aumentar nas escolas portuguesas.

Conflitualidade entre alunos aumenta

“A própria relação entre os alunos é cada vez mais violenta e conflituosa, o que se traduz num aumento dos casos de ‘bullying’”, disse à Lusa o responsável da ANP.

A linha de apoio, que também será dirigida a pais que queiram expor casos relativos aos seus filhos, vai funcionar no âmbito de um observatório da convivência escolar que será criado pela associação.

Segundo o relatório sobre violência escolar relativo a 2006/07, divulgado hoje, os alunos são as principais vítimas dos actos violentos, com 1092 casos de agressão ou tentativa de agressão, 138 de roubo e 160 de difamação ou insulto.

Nos Estados Unidos, onde o fenómeno é mais estudado e tem mais impacto, o “bullying” afecta entre 20 e 58 por cento dos estudantes e constitui já uma das principais causas de absentismo escolar, levando mais de 160 mil alunos a faltar diariamente às aulas, com medo.


in LUSA

3 Comments:

Anonymous Manuel Menezes said...

É grave e é um reflexo da sociedade em que vivemos, onde os mais fortes e, acima de tudo, o próprio Governo, têm um especial gosto por humilhar e agredir os mais desprotegidos ou simplesmente, os que consideram estar abaixo deles na sua escala social, baseada em pressupostos partidários ou financeiros. É um facto que o Bullying existe nas escolas, mesmo nas mais selectas e elitistas. Eu conheço alguns casos gritantes que vivem da indiferença e da incapacidade do corpo docente agir em conformidade. Mas também convêm questionar quais são as armas e a motivação para o referido corpo docente actuar, quando ele próprio é vítima de constantes humilhações e maus tratos por parte da tutela.

terça-feira, dezembro 11, 2007  
Anonymous Zé da Burra o Alentejano said...

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segunda-feira, dezembro 17, 2007  
Anonymous Zé da Burra o Alentejano said...

Os jovens e a violência
A violência existe nas escolas porque falta a autoridade e o castigo que seria devido por mau comportamento e delinquência.
Não se pode tocar nos meninos “nem com um dedo” e na falta de outros castigos eficazes, principalmente nas idades mais jovens, quando se começa a moldar o seu comportamento dentro da sala de aula e fora dela, resta a impunidade, que serve de incentivo para que cresçam os comportamentos anormais e a violência nas escolas e fora delas.
Que castigos utilizar então?
- Aplicar uma multa? Quem paga? Os alunos? Os pais? Muitos não têm meios com que pagar e ficarão impunes!
- Obrigar os alunos a ficar de castigo numa sala de estudo? Quando aqueles se aperceberem que nada lhes acontece se recusarem é isso mesmo que vão fazer: recusar o castigo.
- Expulsar da aula ou da escola? Mão serve de nada, apenas se transfere para o exterior da sala de aula o problema. Esses jovens irão dar azo à sua liberdade doentia noutro lugar.
Os castigos físicos são condenáveis, mas, por vezes, são os únicos que têm algum efeito e as autoridades policiais sabem-no bem. Senão para que servem aqueles bastões compridos que os polícias usam nalgumas situações? e as outras armas que trazem?
As crianças não são assim tão diferentes dos adultos e até há um abuso de linguagem ao se apelidar de "crianças" todos os jovens dos zero aos dezasseis anos (logo dezoito), como que se a inteligência e a capacidade de distinguir o bem do mal chegasse na noite em que completam aquela idade. O Desenvolvimento humano nem é todo igual: há jovens com dez anos mais desenvolvidos, experientes e astutos do que outros com catorze, quinze e mais... Há até pessoas já adultas que nunca atingiram um nível de desenvolvimento aceitável (são obviamente deficientes mentais).
A maioria das crianças e jovens não são delinquentes e pode ser corrigida de qualquer desvio através de uma simples conversa, mas basta um "rebelde" para boicotar uma aula e para arrastar consigo outros mais pacatos que não levantariam qualquer problema.
Os colegas mais humildes são as primeiras vítimas e a escola não tem hoje maneira de as proteger, a não ser que as mantenha isoladas dos violentos, que são obviamente uma minoria, à semelhança dos "condomínios fechados", onde, quem pode adquire habitação para se sentir mais protegido: em vez de se fecharem os criminosos, fecham-se os restantes cidadãos, só que têm que entrar e sair do local e ficam também expostos, nessa altura, pelo menos.
Algo deve mudar no ensino e na forma de castigar os desvios dos jovens, senão estamos, sem o saber, a criar pequenos “monstros” que nunca se habituarão a cumprir regras sociais, que serão uns inúteis e que viverão sempre à custa do trabalho alheio, porque é mais fácil.
Um dia as ideias que agora dominam, de não aplicar quaisquer castigos físicos, em quaisquer circunstâncias, terão que mudar: o que é hoje um conceito aceite e indiscutível será um dia posto em causa pelos futuros pedagogos. Houve no passado uma inversão nos castigos admissíveis nas escolas e outra acontecerá inevitavelmente no futuro.
Os castigos físicos são por ora condenados pelas nações ocidentais, pela EU e pelo nosso país. Assim, as mudanças começarão primeiro nas principais nações (EUA, UK, França..), que se aperceberão em breve da necessidade da reposição de alguns castigos físicos e terão que o fazer. Os pais também irão aceitar e compreender essa necessidade para a protecção dos seus filhos dos poucos jovens com procedimentos anormais. Os castigos físicos eram bem tolerados pelas anteriores gerações de pais e não está provado que tivessem um nível de testosterona inferior ao dos actuais pais.

segunda-feira, dezembro 17, 2007  

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