terça-feira, dezembro 11, 2007

Sócrates diz que 12º ano terá que ser o referencial mínimo das qualificações dos portugueses



O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que o "verdadeiro problema de Portugal é o défice de qualificações", adiantando que os portugueses têm que interiorizar que a qualificação mínima terá de ser o 12º ano de escolaridade.

"O 12º ano é o referencial mínimo das qualificações no nosso país, é o mínimo indispensável para termos sucesso na nossa vida", disse Sócrates na cerimónia de entrega dos primeiros 100 diplomas do 12º ano, atribuídos no âmbito do programa Novas Oportunidades.

O primeiro-ministro lembrou que da população activa portuguesa, calculada em 5,2 milhões de pessoas, apenas 30 por cento têm o 12º ano de escolaridade. "Apenas 30 por cento constituem o ‘exército inovador’ do país. Acontece que 30 por cento por cento não chega", advertiu.

Sócrates manifestou-se, no entanto, optimista "porque o trabalho feito assim o permite" referindo que o número de pessoas que ganharam novas competências através da formação obtida com o programa Novas Oportunidades passou de 500 em 2001 para as 50 mil que estarão formadas até ao final deste ano.

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, insistiu também no papel crescente do programa na elevação das qualificações dos trabalhadores portugueses lembrando que os centros de formação e certificação de competências Novas Oportunidades passarão dos actuais 100 para 300 no decurso de 2008.

O programa Novas Oportunidades oferece a trabalhadores que interromperam a escolaridade a possibilidade de verem validadas as competências práticas adquiridas no exercício profissional e de receberem formação para alcançarem o nível de formação equivalente ao 12º ano.
in LUSA

4 Comments:

Anonymous Carlos - Coimbra said...

O PM tem razão ao afirmar que o "verdadeiro problema de Portugal é o défice de qualificações", mas a sua qualidade fica-se por aí. A verdadeira qualificação não se mede pelo nível de escolaridade obtido mas sim pela competência e atitude necessárias para o obter. O maior crime, o golpe fatal no nível nacional de qualificações, está em curso com a despromoção do ensino secundário ao baixíssimo nível do actual ensino obrigatório (básico é um termo ironicamente adequado). Novas oportunidades sim. Escolaridade obrigatória até ao 12º ano ambém sim. Mas com os professores a serem pressionados para passar os alunos a todo o custo!? Fantochada! Haja exigência de comportamento, trabalho e avaliação/exames dignos do conceito de "qualificação"; sejam os professores avaliados pelos resultados dos seus alunos em exame (mas em todas as disciplinas) e não pelo "sucesso" interno (ou seja, pelas notas que dão)... Aí talvez lá vamos.

terça-feira, dezembro 11, 2007  
Anonymous Alda Magalhães said...

Castiguem-se os professores que reprovam os seus alunos quando estes faltam às aulas, não trazem livros nem cadernos, não estudam, não prestam atenção, conversa todo o tempo. Os professores que forem reincidentes na reprovação, serão passados para o quadro dos excedentes, mesmo que os alunos, apesar de todos os esforços, continuem a faltar, a não estudar, a não ligar nenhuma ao que se ensina, a comversar durante todo o tempo. Em pouco tempo os professores, afinal os culpados pelos maus resultados, aprenderão a passar todos os alunos. E estes rapidamente chegarão ao 12º ano, quiçá ao termo do ensino superior, mesmo que não saibam ler, escrever e contar. Admirável país o que estamos a construir. Magnífico os nossos governantes, particularmente a excelsa Ministra da Educação.

terça-feira, dezembro 11, 2007  
Anonymous Anónimo said...

Se os estudantes das nossas escolas nem o 9.º ano conseguem fazer bem, como é que vão conseguir o 12.º? Provavelmente, a escola vai passar a funcionar por frequência e não por aquisição de conhecimentos e competências. Com o novo regime de faltas já nem a frequência vai interessar, deve bastar fazer a matrícula e pronto, temos mais um licenciado!

terça-feira, dezembro 11, 2007  
Anonymous João said...

Segundo sócrates, Novas Oportunidades passou de 500 em 2001 para as 50 mil em 2007 e segundo vieira da silva, os centros de formação e certificação de competências Novas Oportunidades passarão dos actuais 100 para 300 no decurso de 2008. Com estes resultados vão precisar de um engenheiro ou doutor, concebido nessas novas oportunidades, para inventar uma nova função matemática, pois a função exponencial já não chega para descrever tamanha evolução. O país assiste e aceita fazendo de conta que não percebe o truque (aldrabice) e não reage, estranho não é?

terça-feira, dezembro 11, 2007  

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