terça-feira, fevereiro 19, 2008

Fenprof convoca manifestação nacional de professores para 8 de Março

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) agendou para 8 de Março, em Lisboa, uma manifestação nacional contra a política educativa do Governo e os "reiterados ataques à escola pública e aos docentes".

O secretário-geral da Fenprof anunciou que a "Marcha da Indignação" arrancará do Marquês de Pombal às 14h30, seguindo depois para a Assembleia da República, local onde se realizará um plenário de professores.

"Até ao final do ano lectivo poderão acontecer outras manifestações, greves ou vigílias. Este será um momento muito forte da luta dos professores mas não será o último", garantiu Mário Nogueira, acrescentando esperar a presença de "milhares" de docentes.

A 8 de Março os docentes vão manifestar-se sob os lemas "Assim não se pode ser professor" e "A escola pública não aguenta mais esta política", frases que se poderão ler em cartazes, faixas, bandeiras ou t-shirts.

"Com estas pressões todas, com estes horários de trabalho, com esta avaliação de desempenho, com a forma como os professores são permanentemente desvalorizados e insultados pelo Governo e Ministério da Educação não há condições para o exercício da profissão", afirmou Mário Nogueira.

Por outro lado, acrescentou, a escola pública "não aguenta mais" as políticas definidas pela equipa da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, nomeadamente as alterações à gestão escolar, a entrega do ensino básico aos municípios e "a forma desqualificada como algumas medidas têm sido implementadas".

De acordo com o líder da maior federação sindical de professores, a manifestação de 8 de Março, um sábado, é promovida pela Fenprof mas está aberta à participação de outras organizações sindicais, associações profissionais e outros movimentos de professores.

O documento que será aprovado no plenário a realizar junto à Assembleia da República será depois entregue no gabinete do primeiro-ministro, José Sócrates.

A última manifestação de professores realizou-se a 5 de Outubro de 2006 e reuniu em Lisboa mais de 20 mil docentes, em protesto contra o novo Estatuto da Carreira Docente, que os sindicatos acusaram o Governo de impor sem "uma efectiva negociação".


in LUSA