sábado, março 01, 2008

INCOMPETÊNCIA

5 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Paulo, Baldaia, Director da TSF

Fazer reformas que impliquem os funcionários públicos é brincar com o fogo e não há ministro que não saia chamuscado. Acontece até que há ministros, como Correia de Campos, que são queimados na praça pública. Manifestações atrás de manifestações levaram Sócrates a concluir que o ministro não ajudava ao bom desenvolvimento da política de saúde determinada pelo Governo.

Correia de Campos já faz parte da história e agora as manifestações, convocadas por sms ou trabalhadas com afinco pela Fenprof, são dirigidas contra Maria de Lurdes Rodrigues. Para a semana está marcada uma hiper, mega, gigantesca manif contra a ministra. A verdade é que muitos professores e muitos dos seus familiares não gostam que lhes mexam com a vida.

São anos e anos em auto-gestão. Com professores a faltar e os alunos a gozar o furo sem nada aprender e nada fazer. As aulas de substituição são já um dado adquirido, mas há bem pouco tempo havia gritos sindicais, atrás de gritos sindicais, contra a blasfémia ministerial.

Aliás, até uma boa medida como a estabilidade na colocação dos professores mereceu criticas dos sindicatos. Sempre que se pede aos professores que se adaptem ao novo mundo, pode até acontecer que a maioria dos docentes esteja disponivel para a mudança, mas os sindicatos é que não estão, nem estarão, para aí virados.

Sobre a mais recente polémica com a avaliação dos professores, a maioria dos que são bons está a favor e não quer mais adiamentos provocados pela desculpa de que o sistema não é perfeito. É aqui que os sindicatos devem começar a mudar. Se a avaliação é absolutamente necessária, e é, se os sindicatos não concordam com o método, e não concordam, devem apresentar o método que na sua opinião mais se aproxima da perfeição. Ou seja, fazer parte da solução e não do problema.

É preciso educar os novos sinicalistas para que não fiquem à espera das decisões governamentais. É preciso que a contestação permanente seja substituída pela permanente mudança a partir de dentro.

Os professores, como os juízes, os médicos e restante Função Pública têm de perceber que o emprego para a vida, com todas e mais algumas regalias, é chão que deu uvas. É urgente fazer melhor com menos dinheiro, porque não há cofre público que aguente uma vida de porta aberta aos interesses das corporações.

A FNE quase desapareceu do mapa mediático e a Fenprof controla a seu belo prazer os medos da classe. Quem os ouve acredita que o Estado anda a olhar para os professores como bandidos. Cria-se a ideia de que existe uma perseguição sem sentido aos docentes e eles ficam mais disponíveis para o protesto.

O protesto é, aliás, livre. E é, muitas vezes, uma arma contra a injustiça. Mas talvez fizesse bem aos sindicatos olhar para a sondagem, divulgada ontem pela SIC, em que os portugueses aparecem a dizer que a educação melhorou.

Esperemos que esta pré-campanha eleitoral fora de tempo - falta mais de um ano para as legislativas - não faça a oposição e os sindicatos serem do contra por ser contra, nem o Governo recuar à procura de votos. Para bem do país, avaliem os professores. Mesmo com um método imperfeito.

E deixem que a reforma da educação siga em frente! Como está é que não pode ficar.

Paulo Baldaia escreve no JN, semanalmente, aos sábados




FANTASm ORTO

sábado, março 01, 2008  
Blogger Eduquês said...

Mais uma vez se confunde muita coisa.
Não existem professores a favor DESTA avaliação. Só quem não sabe o que é uma escola pode defender tal ideia. O descontentamento dos professores não tem nada a ver com os sindicatos, estes limitam-se a fazer eco desse descontentamento. Quando uma classe profissional não está verdadeiramente indignada não há senhores de bigode que a mobilizem. Os professores SEMPRE foram avaliados, apesar de virtualmente. Esta reforma só tem um objectivo: impedir a progressão nas carreiras. Avaliação e cotas não combinam. E no dia em que combinarem aí sim estaremos de volta ao mais puro corporativismo, em que o amiguismo e a subjectividade imperarão.

domingo, março 02, 2008  
Anonymous Peixoto said...

Esta senhora sabe do que fala!!!

terça-feira, março 04, 2008  
Anonymous Luis said...

É muito triste que para fazer mudanças no sistema educativo e no funcionamento das escolas, a única forma que esta ministra e os seus "acólitos" encontraram para a justificar, é menosprezar todo o trabalho de anos dos professores nas escolas e de dedicação aos seus alunos, desrespeitar todos os professores que por orgulho na profissão serviram a profissão e as escolas deste país.
A gestão democrática das escolas por Professores tem sido um recurso valioso que todos os governos pós 25 Abril têm aproveitado como um capital humano de qualidade.
O Sistema de Avaliação que este governo "Socrates" quer impôr aos Professores é um modelo Contabilistico de diminuição de despesa, de classificação dos seus Recursos Humanos através do método de Cotas que visa impossibilitar a grande maioria dos Professores de atingir o topo da carreira, e que nunca poderá ambicionar uma escola com todos os Professores "Bons" (Lembro que é o objectivo dos Privados), porque não há verba orçamental para isso. As Escolas têm que ter pelo menos 50% do seu corpo docente "Razoável" ou "Mais ou menos", para se alcançar a "Boa" Escola, que diferencia os "Bons" dos "Maus", que alimente a competição entre colegas de trabalho, que fomente inevitávelmente a desautorização perante os alunos desses "Professores Razoáveis", e que satisfaz os "Pais" os "Jornalistas". Isto com o objectivo último de alocar menos verbas ás despesas de Recursos Humanos da Conta Geral do Estado. Isto não pode ser classificado como uma Politica Educativa, mas de Gestão Orçamental. E pelo caminho uma desqualificação da careira dos Professores.
A avaliação dos Professores só pode ser util ao sistema educativo se for baseada na melhoria das capacidades profissionais dos Professores. Por um sistema de avaliação que tenha por base um conjunto com acções de formação e de qualificação em diferentes dominios que possibilite que os professores tenham melhores ferramentas e habilitações para melhor ensinar. Um "Sistema de Avaliação" justo tem que se basear essencialmente nas capacidades e curriculos cientificos apresentados pelos professores e pelas sua participação em projectos pedagógicos e de valorização dos alunos e da escola. Era nisto que se baseava a progressão na carreira dos Professores. Durante anos os Professores fizeram centenas de horas de formação pessoal para poderem progredir na carreira. É ofensivo dizer que os professores não querem ser avaliados ou nunca foram avaliados.
Parabéns a todos os Professores por estarem a defender a sua Profissão, a defender o respeito pela sua Profissão, a defender a qualidade do ensino publico em Portugal. Aceitar "de bom grado" mudanças no sistema educativo e na profissão porque a ministra "Maria de Lurdes", que nunca fez nada nas escolas, acha que pode fazer o que quer, contra todos, e contra toda a opinião dos Professores, porque é "Moda" e é correcto dizer que se está a fazer uma "Reforma" isso seria uma submissão e uma cobardia.

terça-feira, março 04, 2008  
Anonymous Luis said...

Este comentário do jornalista do "Público" faz parte de uma campanha de apoio a esta equipe ministrial e ao PM Socrates.
É lamentável que perante o protesto generalizado de toda a classe de professores, o profundo mal-estar que este ministério criou nas escolas, a incompreensão geral das medidas que estão a ser implementadas, que a reação dos apoiantes destas medidas só queiram denegrir os professores o seu trabalho e empenhamento, e acusem de serem irresponsáveis e que são priviligiados.

Estas pessoas estão muito assustadas com a contestação global e geral (de professores de todos os partidos incluindo PS , e apartidários) aos diplomas de avaliação e da gestão das escolas, que estão a ser rejeitados pelos agentes principais de educação e que os têm de implementar nas escolas - os Professores.
Há uma campanha em todos os meios de comunicação social, para desvalorizar as manifestações de professores, mostrar o minimo de imagens nas televisões e de só noticiar nas páginas interiores dos jornais, com o objectivo de diminuir o impacto das manifestações. Há um claro apoio á continuidade da ministra e de satisfazer os pedidos do Presidente da Republica Cavaco Silva.
Apoio todo este movimento democrático dos Professores, por uma carreira justa, que tenha objectivos claros, e que as mudanças tenham um minimo de apoio entre os Professores. Que não se deixem intimidar por politicos e medidas autoritarias e com objectivos pequeninos e limitados.
Não deixem de lutar por aquilo que pensam ser a "Escola Pública" que melhor serve os vossos alunos. Não desistam de dar o melhor pela Profissão e pelos Portugueses.

terça-feira, março 04, 2008  

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