sábado, maio 17, 2008

Os professores também terão direito a este tipo de progressão na carreira?

O Banco de Portugal promoveu o gestor Vitor Bento "por razões de gestão e equidade interna". Uma decisão que causou o espanto por entre os trabalhadores do Banco e que fez a Comissão de Trabalhadores pedir esclarecimentos sobre a promoção deste gestor. Vítor Bento está desde 2000 fora do Banco, com licença sem vencimento. “Como se pode promover por mérito alguém cujo mérito é não estar no banco?”, pergunta Francisco Louçã.

As dúvidas do deputado bloquista são as mesmas da Comissão de Trabalhadores, que recebeu a notícia da promoção de Vítor Bento com surpresa e pediu esclarecimentos à administração do Banco de Portugal. Mas as explicações do Banco são vagas e insatisfatórias, limitando-se a confirmar que o gestor “se encontra em situação de licença sem retribuição” desde o ano 2000. Quanto a esta promoção, que entrou em vigor a 1 de Janeiro deste ano, o BP diz que se deve a “critérios de gestão e equidade interna".

“Na sequência dos esclarecimentos insatisfatórios que deu aos trabalhadores do banco”, o deputado Francisco Louçã questionou “por que razão os critérios de promoção não são os critérios da verificação da actividade das pessoas no banco”.

A Comissão de Trabalhadores questionou que Vítor Bento se “o trabalhador não esteve ao serviço efectivo do banco”, dúvidas partilhadas pelo deputado e coordenador do Bloco: “Como pode haver uma promoção salarial por mérito absoluto se a pessoa não desempenha funções?”

Vítor Bento é presidente da SIBS, a empresa que gere a rede do Multibanco, e é também presidente da SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social e vice-presidente do Fórum da Competitividade.
in PÚBLICO