sábado, julho 25, 2009

Onde é que já vimos isto?

sexta-feira, julho 24, 2009

Ministra ignorou pergunta sobre não colocados e deu garantias sobre a avaliação



Hoje, na Comissão parlamentar da Educação, o PCP fez por três vezes a pergunta, mas a ministra da Educação "ignorou olimpicamente a questão", relatou ao PÚBLICO o deputado comunista João Oliveira.

A pergunta tinha a ver com os 11500 professores que pertenciam aos chamados Quadros de Zona Pedagógico, entretanto extintos, que não foram colocados no concurso para os próximos quatro anos. Garante que não serão colocados no regime de mobilidade especial? perguntou o deputado do PCP. Silêncio. “Foi um epílogo que confirmou o estilo e as políticas”, deste Ministério, comentou o deputado.

Hoje, a ministra insistiu que avaliação de desempenho permite garantir ao país que não há progressões automáticas entre os professores, acrescentando que, apesar de a sua aplicação ter sido “difícil, conflituosa e turbulenta”, produziu “resultados positivos”.

“O pior que poderia ter acontecido” era a suspensão da avaliação de desempenho, disse, sublinhando que o Governo “deu a garantia ao país de que não há progressões automáticas”.

“Este processo, apesar de difícil, conflituoso e turbulento, chegou a resultados positivos. A avaliação é hoje um facto incontornável nas escolas, a progressão deixou de ser automática e há uma diferenciação dos professores. Nada disto existia”, afirmou a ministra.

Durante a audição, toda a oposição criticou a manutenção do regime simplificado de avaliação para o próximo ano, aprovada quinta-feira em Conselho de Ministros, acusando o Ministério da Educação de fazer leituras erradas dos relatórios que foram sendo conhecidos sobre esta matéria.

“Como justifica a insistência num modelo recauchutado, mesmo depois de o primeiro-ministro ter dito que era um erro? Não considera este modelo profundamente injusto?”, questionou o deputado comunista João Oliveira.

Pelo PSD, Pedro Duarte afirmou que o relatório da OCDE “não é elogioso, nem positivo” e acusou o Governo de ter “falhado” nesta matéria. Pedro Mota Soares, do CDS/PP, considerou que em relação à avaliação foi um ano lectivo “perdido”.

“Já ninguém atribui a este modelo credibilidade ou vida futura. É inacreditável que o Ministério persista neste erro”, afirmou, por seu turno, a deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago.

Durante a discussão, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues reiterou que nenhum professor será prejudicado no primeiro ciclo avaliativo, uma vez que os efeitos negativos estão suspensos até nova avaliação. Quanto à manutenção do regime simplificado, a ministra justificou a decisão com a necessidade de dar “todo o tempo à reflexão técnica e à negociação”.

Maria de Lurdes Rodrigues voltou hoje à Assembleia da República na sequência de um pedido de agendamento protestativo feito pelo PCP. A audiência esteve marcada inicialmente na terça-feira, mas devido a uma “indisposição física” da governante acabou por ser adiada.

in LUSA

quinta-feira, julho 16, 2009

Primeira escola a concluir avaliação vai penalizar docentes que não entregaram objectivos individuais

A Escola Secundária de Odivelas terá sido a primeira escola do país a concluir o processo de avaliação de desempenho dos professores. E a primeira a tomar uma decisão sobre o que fazer com os professores que não entregaram os objectivos individuais: não avaliá-los.

Manuel Grilo, do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, afecto à Federação Nacional de Professores, disse ao PÚBLICO que vai apoiar juridicamente os 50 docentes que na semana passada ficaram a saber que não fazem parte da lista dos professores avaliados. “O caso vai para tribunal.”

Um professor que não seja avaliado não progride na carreira e é prejudicado do ponto de vista salarial. “Sem fixação de objectivos individuais não há avaliação, não há progressão na carreira e o tempo de serviço não é contado para efeitos de concurso. Isto é absolutamente claro e incontroverso”, disse, em Março, Jorge Pedreira, secretário de Estado adjunto e da Educação, na Assembleia da República.

Na altura, a equipa ministerial remeteu para os conselhos executivos os eventuais processos disciplinares aos docentes que não entregarem os objectivos individuais — uma das primeiras etapas do contestado modelo de avaliação e que, um pouco por todo o país, foi boicotado por milhares de docentes que se recusaram a dar esse passo. “A lei é para ser cumprida”, sublinhou Jorge Pedreira.

Mário Furtado, professor da Secundária de Odivelas contactado pelo PÚBLICO, diz que a direcção da escola emitiu para 50 dos cerca de 190 docentes do estabelecimento de ensino um despacho onde informa que por não terem entregue os objectivos as suas fichas de avaliação foram arquivadas no processo individual.

“É uma maneira de dizer que não seremos avaliados”, algo que já lhes tinha sido dito, verbalmente, na secretaria da escola. Segundo este professor, os colegas que entregaram os objectivos estão, nesta altura, a receber as suas classificações.

Luís Farinha, outro docente que faz parte da lista dos não avaliados, diz que o grupo de 50 vai agora pedir à escola que explique as razões pelas quais estes professores não constam da lista.

Mário Furtado explica que não entregou os objectivos individuais porque contesta o modelo de avaliação: “Não é pedagógico nem para os alunos nem para os professores, é punitivo, não é formativo”.

De resto, sublinha que vários juristas já esclareceram que a avaliação começa não com a entrega dos objectivos individuais, mas com a entrega da ficha de auto-avaliação. E esta, nota, os professores da Secundária de Odivelas entregaram dentro do prazo “porque a lei assim o obriga”.

Esta é a primeira escola a concluir o processo de avaliação que surgiu do “segundo simplex”, sublinha o dirigente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa.

O PÚBLICO tentou esta tarde por diversas vezes chegar à fala com a direcção da Secundária de Odivelas mas ninguém se mostrou disponível para comentar. O modelo de avaliação de desempenho original nunca chegou a ser aplicado integralmente, tendo sido adoptado nos dois últimos anos lectivos regimes simplificados.
in PÚBLICO

quarta-feira, julho 15, 2009

OCDE: avaliação de professores deve ser alterada


O relatório da OCDE, feito a pedido do Ministério da Educação, defende a necessidade de alteração no sistema de avaliação dos professores em Portugal. A organização estudou o modelo de avaliação de desempenho dos professores, adoptado pelo Governo, considerando que este causa focos de tensão e deve funcionar como futura base de trabalho.

No entanto, a OCDE defende que a avaliação de professores deve continuar, mas que as preocupações e dificuldades dos professores devem ser tidas em conta. O relatório revela que existem vários elementos problemáticos no actual modelo de avaliação e, por isso, são necessários ajustamentos.

«Os professores são importantes e é importante assegurar a melhor qualidade do seu trabalho. O facto de [a tutela] ter tido a coragem de pôr a avaliação de desempenho como elemento base da reforma educativa é importante», considerou Paulo Santiago analista de políticas educativas na OCDE há oito anos e coordenador da equipa responsável pelo estudo, citado pela Lusa.

«A avaliação para progressão na carreira não pode ser feita só com base no modelo interno da escola e com critérios de actividade das escolas, por questões que têm a ver com a defesa de igualdades e injustiças», explicou o responsável pelo estudo.

Paulo Santiago destacou que «as duas grandes tensões no sistema» têm de ser ultrapassadas. O analista explicou que «o objectivo da melhoria está a tentar ser alcançado através de um modelo que tem consequências para uma carreira», acrescendo que «o facto de fazer dessa maneira pode pôr em perigo a tal função de melhoria - essa é a primeira tensão».

Para Paulo Santiago, a segunda tensão «é o problema de ter uma avaliação ao nível da escola, com consequências a nível nacional».

Peritos externos melhoram avaliação

Os peritos da OCDE referem que a acreditação de avaliadores externos reforça a credibilidade do processo e a comparabilidade das classificações atribuídas.

«Avaliadores externos credíveis serão, provavelmente, professores, reconhecidos como profissionais altamente competentes e bem sucedidos, detentores de conhecimentos específicos e com competências pedagógicas aprofundadas, capazes de orientar e apoiar os outros professores», pode ler-se no relatório.

A OCDE sugere os avaliadores externos às escolas, considerando que devem eles próprios ter experiência como avaliados, ter concluído um programa de formação especializado e ter competência como avaliadores internos.

«A sua competência enquanto avaliadores poderia ser validada através de um processo de acreditação que seria realizado por uma agência externa, como seja a Inspecção-Geral de Educação», refere o estudo.

Objectivo deve ser progressão na carreira

«Recomendamos que a componente de avaliação que tenha a ver com progressão na carreira se faça com base em critérios a nível nacional e que inclua um elemento externo, o tal avaliador externo, para assegurar que os padrões de exigência são os mesmos numa escola ou outra e para assegurar essa justiça», revelou o responsável pelo relatório que aponta para a necessidade de manutenção do processo de avaliação docente «durante a fase de transição para um modelo mais robusto».

Segundo a TSF, a ministra da Educação diz que o relatório da OCDE representa mais um contributo técnico para a melhoria do modelo de avaliação.

Jorge Pedreira, secretário de Estado Adjunto e da Educação, referiu que o Governo estabeleceu um acordo com as organizações sindicais em 2008 sobre a possibilidade de avaliar o regime de avaliação de desempenho docente, tendo neste sentido pedido um estudo à OCDE.

No entanto, a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação refere que este estudo vem isolar, ainda mais, a titular da pasta da Educação.

in LUSA

segunda-feira, julho 13, 2009

Professores de Português querem que Governo explique duplicação de negativas

A Associação de Professores de Português (APP) exigiu hoje do Ministério da Educação uma explicação para a quase duplicação das negativas face ao ano passado, lamentando não conhecer os resultados pergunta a pergunta.

"Não conseguimos encontrar explicação, gostaríamos que o ministério apresentasse a razão. Tem resultados pergunta a pergunta, por que razão não diz aos professores onde é que os alunos erraram mais?", questionou o presidente da APP, Paulo Feytor Pinto, lamentando não ter recebido os resultados hoje divulgados aos jornalistas.

O responsável da APP referia-se à percentagem de negativas no exame nacional do 9º ano a Língua Portuguesa, que este ano totalizou 30,1 por cento (0,8 de nível 1 e 29,3 nível 2), contra 16,7 por cento no ano passado (0,3 nível 1 e 16,4 nível 2). No entanto, a maioria dos alunos teve positiva no exame (70 por cento).

Os resultados dos exames nacionais do 9º ano, hoje conhecidos, revelam uma ligeira melhoria a Matemática e uma pequena descida a Língua Portuguesa, com a taxa de reprovação a baixar dois pontos percentuais à primeira disciplina e a subir um à segunda. Para a ministra da Educação, os resultados dos exames nacionais do 9º ano devem encher o país de orgulho, sublinhando, no entanto, que é necessário continuar a trabalhar para melhorar as classificações.

"Gostava de sublinhar que a larga maioria dos alunos teve nota positiva tanto a Português como a Matemática. Isso deve-nos encher de orgulho. É muito positivo e muito bom para o país", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, à margem da assinatura de um acordo com a comunidade espanhola da Extremadura, em Mérida.

Por outro lado, a titular da pasta da Educação defendeu que "é necessário continuar a trabalhar para melhorar" os resultados e que o país não se pode "conformar" com estas classificações. "Há alguma consolidação dos resultados e também uma convergência entre os exames e o trabalho desenvolvido nas escolas" ao longo do ano, acrescentou.
in LUSA

terça-feira, julho 07, 2009

Duplica percentagem de reprovações a Matemática nos exames do 12º ano


A média do exame nacional de Matemática A, 12.º ano, desceu de 12,5 para 10 valores, tendo mais do que duplicado a taxa de reprovação à disciplina, segundo dados do Ministério da Educação hoje divulgados. Entre 2006 e 2008, a média nesta prova tinha subido de 7,3 para 12,5 valores, enquanto a média dos alunos internos melhorou em igual período de 8,1 para 14 e a percentagem de reprovação caiu de 29 para sete por cento.

Para a tutela, este resultado traduz “menos investimento, menos trabalho e menos estudo” do lado dos alunos, na sequência da “difusão da ideia que os exames eram fáceis” por parte da comunicação social.

Em declarações à RTP, a ministra da Educação defendeu ainda que os resultados menos positivos deste ano “provam que os exames não eram fáceis”. “Tivemos provas mais justas, mais adequadas e sem truques”, afirmou Maria de Lurdes Rodrigues. E acrescentou: “É uma ilusão imaginar que é o Governo que determina a maior ou a menor facilidade dos exames”.

Ainda assim, a titular da pasta da Educação afirmou que “globalmente os resultados não apresentam grandes diferenças em relação aos anos anteriores”, já que “as notas são positivas e isso é um progresso enorme”. Questionada sobre a descida a Matemática, Maria de Lurdes Rodrigues respondeu que, mesmo assim, a disciplina “manteve-se positiva”.

Este ano, a média no exame dos estudantes internos, que frequentaram a disciplina durante todo o ano lectivo, foi de 11,7 valores e a taxa de reprovação subiu para os 15 por cento.

Na prova de Matemática B, 10.º/11.º ou 11.º/12.º, a média desceu um valor, de 11,4 para 10,4, enquanto a taxa de reprovação à disciplina subiu ligeiramente, de sete para dez por cento.

Na Matemática Aplicada às Ciências Sociais, a média melhorou, de 9,6 para 10,7, tendo por isso descido a percentagem de reprovações à disciplina (13 por cento em 2008 contra 11 por cento em 2009).

Quanto a Português B, o exame com mais provas realizadas, a média melhorou, passando de 9,7 para 11,1 valores, tendo a percentagem de chumbos caído para metade: oito por cento contra quatro por cento em 2008.

Na área das Humanidades, registaram-se melhorias em quatro das cinco disciplinas, já que a Geografia A/Geografia registou-se uma descida, apesar de pouco significativa, de apenas 0,1 valores.
Nas Ciências, a média do exame de Biologia e Geologia desceu de 10,5 para 9,5 valores - taxa de reprovação subiu de oito para 11 por cento - enquanto o exame de Física e Química A continua a registar média negativa, tendo inclusive descido: de 9,3 para 8,4 por cento.

No total, dos 27 exames realizados, apenas quatro registaram uma média negativa: Biologia e Geologia (9,5), Física e Química A (8,4), Geometria Descritiva A (9,8) e Latim A (9,8).

Em 2008, seis exames registaram média abaixo dos dez valores, sete em 2007 e oito em 2006.
Treze exames registaram este ano piores médias, 12 melhoraram e dois mantiveram exactamente a mesma média.

Nas 27 provas, a média global foi de 11,7 valores.

in LUSA

sábado, julho 04, 2009

Educação e Formação Cívica: palavras para quê, é um ministro do governo Sócrates.