segunda-feira, setembro 28, 2009

Professores esperam que maioria absoluta da oposição ponha fim a polémicas

Os sindicatos de professores esperam o apoio dos partidos da oposição, em maioria no Parlamento, para pôr fim a medidas polémicas do Governo cessante na área da Educação, como a do contestado modelo de avaliação.

“O nosso desejo era que, ganhasse quem ganhasse, não ganhasse com maioria absoluta”, disse o dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, considerando que “um dos problemas dos últimos quatro anos e meio é que a maioria absoluta não soube negociar”, nem “funcionar com as regras da democracia”.

Mário Nogueira salientou que na última legislatura houve propostas que uniram toda a oposição na Assembleia da República - como a de “contestação ao modelo de avaliação e o fim da divisão da carreira dos professores em duas” - mas que não foram para a frente devido “ao veto sistemático da maioria do Governo”.

Este sindicalista considera que “estão agora criadas melhores condições, porque tudo leva a crer que os partidos irão manter as suas posições em relação àquilo que defenderam e, se assim for, há medidas que foram tomadas e que têm os seus dias contados”.

“Não estamos à espera que a resolução caia do céu: teremos de continuar a fazer-nos sentir e a marcar presença, mas as condições hoje são diferentes, não pela maioria relativa, mas pela maioria absoluta da oposição”, afirmou Mário Nogueira, frisando que espera que o novo governo “saiba ouvir e saiba voltar a ganhar os professores”.

Também João Dias da Silva, da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), afirmou que recorrerá aos partidos da oposição para corrigir o que considera estar mal na Educação. “O Parlamento ganhou maior intervenção e na próxima legislatura não deixaremos de, junto dos partidos políticos na AR, relembrar posições tomadas no passado, no sentido de corrigir orientações do governo anterior, decididas sozinhas e com a contestação generalizada de todos os partidos”, realçou.

Assim que souber quem é o próximo ministro da Educação, a FNE entregar-lhe-á um roteiro para a legislatura com as medidas consideradas necessárias no sector, que já apresentou aos partidos políticos.

in LUSA

domingo, setembro 27, 2009

LEMBRAM-SE?

Pois é, o Partido Socialista de Sócrates ganhou as eleições mas sem maioria absoluta. Neste momento só o PSD e o CDS podem impedir a revisão do Estatuto da Carreira Docente e a construção de um novo sistema de avalição. Quererá o PSD perder ainda mais votos em futuras eleições? E Paulo Portas faltará à sua palavra de "falar verdade"? A ver vamos!

Recordemos...



segunda-feira, setembro 21, 2009

PRESIDENTE DA CONFAP DECLARA APOIO AO PS E CINCO DIRIGENTES DA CONFERERAÇÃO DEMITEM-SE


Cinco dirigentes da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) pediram a demissão devido a “discordâncias internas sobre políticas de educação nacional”, anunciou o vice-presidente demissionário da estrutura António Amaral.

Dos cinco dirigentes associativos, três pertencem ao Conselho Executivo (Gina Oliveira, Fernando Coelho e António Amaral), e os restantes faziam parte do Conselho de Jurisdição e Disciplina (António Farto e Agostinho Almeida).

O motivo da demissão prende-se com “as posições de apoio do presidente da Confap ao Governo” e ao facto de estas “não terem eco nas associações de pais do distrito de Setúbal”, que os demissionários representam, explicou António Amaral.

A demissão dos dirigentes prende-se também com “sérias preocupações de que a Confap não vai por um caminho de independência” em relação ao poder político e ao actual governo, explicou ainda o dirigente associativo.

A decisão dos cinco dirigentes foi tomada a 12 de Setembro, durante uma reunião executiva, disse o vice-presidente demissionário, explicando ainda que “o processo não está formalizado porque falta comunicar ao presidente da Assembleia-geral”.

Os membros eleitos das associações de pais do distrito de Setúbal pretendem “uma Confap forte, ligada às associações de pais e independente do poder político”, concluiu António Amaral.

O presidente da Confap escusou-se a comentar a demissão de cinco dirigentes, alegando tratar-se de um assunto “interno” da Confap que será resolvido “nos órgãos próprios”.

“Não vou comentar. É um assunto interno da Confap que será resolvido nos órgãos próprios. Não vou acrescentar mais nada”, afirmou Albino Almeida.

in LUSA

sábado, setembro 19, 2009

É HOJE! Vens ou não queres saber?



Tal como foi já tornado público, os professores irão manifestar-se hoje em Lisboa às 15:00 horas. Numa forma de manifestação diferente do habitual, a mesma decorrerá em simultâneo em três locais diferentes e simbólicos: Assembleia da República, Ministério da Educação (Av. 5 de Outubro) e Palácio de Belém. Em nenhum deles haverá prelecção de discurso público, mas sim uma faixa dos Movimentos que organizam o protesto (APEDE, MUP e PROmova), contendo uma mensagem forte e incisiva que pretende dar voz ao sentimento dos professores.

Nos três locais de concentração, haverá representantes dos movimentos, que promovem e organizam esta acção, podendo os colegas dirigir-se a qualquer um desses locais, de acordo com a sua sensibilidade e desejo de participação.

Solicita-se que, na medida do possível, os colegas venham vestidos de negro e que, depois de alguns minutos de silêncio, se manifestem como entenderem, com faixas, cartazes, etc., dando livre curso à sua criatividade, contribuindo, desse modo, para o sucesso desta iniciativa.

segunda-feira, setembro 14, 2009

quarta-feira, setembro 09, 2009

Hein?

segunda-feira, setembro 07, 2009

ESTÁ NA HORA!!!

19 de Setembro



Os movimentos independentes de professores realizam a 19 de Setembro uma manifestação para protestar contra as "políticas desastrosas" da educação dos últimos quatros anos e exigir "uma urgente e necessária mudança".

Organizada pela Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE), pelo Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores (MUO) e Professores Movimento de Valorização (PROMOVA), a manifestação vai decorrer junto à Assembleia da República, Ministério da Educação e Presidência da República, em Lisboa.

"É uma manifestação mais original. Vamos concentrar-nos em três sítios que têm uma simbologia importante para os professores e passar uma mensagem específica a cada um dos destinatários", disse à Agência Lusa Ricardo Silva, da APEDE.

Sem especificar qual o conteúdo do manifesto que vão entregar no Ministério da Educação, parlamento e Palácio de Belém, Ricardo Silva adiantou que as três mensagens vão ser "muito fortes e incisivas".

O responsável da APEDE sublinhou que na iniciativa, a decorrer durante a campanha eleitoral para as eleições legislativas, não vão fazer um apelo ao voto, mas vão chamar a atenção para "as políticas desastrosas" dos últimos quatro anos e apelar para "a urgente necessidade de mudança de rumo" na educação.

"Queremos deixar claro que estamos atentos às propostas da educação de todos os partidos e exigimos que sejam cumpridas as medidas que agora estão a ser prometidas", frisou.

Os movimentos de professores independentes exigem igualmente que sejam concretizadas as mudanças que constam do "compromisso da educação", subscrito por todos os partidos com assento parlamento, à excepção do PS, acrescentou.

Revisão do estatuto da carreira do docente, sistema de avaliação dos professores e modelo de gestão escolar são alguns dos aspectos que constam do "compromisso da educação".

A manifestação do dia 19 é organizada por movimentos de professores independentes. Quanto aos sindicatos, e a poucos dias do início do ano lectivo, não têm protestos marcados para as próximas semanas.

Fenprof exige novo concurso para entrada de professores nos quadros



A Federação Nacional de Professores (Fenprof) exigiu hoje a abertura de um novo concurso, já no próximo ano, para a entrada de docentes no quadro, considerando que o número de profissionais que entraram este ano neste regime não é suficiente para responder às necessidades das escolas.

Segundo Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, que hoje participou numa acção de sensibilização sobre este assunto, frente ao Ministério da Educação em Lisboa, apenas 396 professores entraram no quadro este ano, mas as escolas continuam a precisar de docentes. O sindicalista apontou alguns números para ilustrar a situação: houve zero vagas para o quadro da educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, mas o ministério teve de contratar mais de 300 educadores e quase 900 professores do 1.º ciclo. O mesmo aconteceu com a Matemática e a Ciência do 2.º ciclo, disciplinas que não tiveram novos professores no quadro, sendo posteriormente contratados 900 docentes.

Para Mário Nogueira, a justificação do Governo é apenas "economicista". "O Governo não abriu vagas no quadro porque sai mais barato [contratar]. Não é porque não sejam precisos professores, é porque, sendo contratados, não têm direito a uma carreira", acusou.

O dirigente da Fenprof reclamou um novo concurso já no próximo ano, e não apenas em 2013, como está previsto, mas a tutela rejeita esta possibilidade, sublinhando que foram as escolas que definiram as vagas, de acordo com as suas necessidades. "Houve um processo de identificação das necessidades dos quadros feitas pelas escolas e foi com base nessas propostas que foram feitos os quadros", explicou aos jornalistas o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, após a acção dos sindicatos em frente ao ministério.

A Fenprof calcula que perto de 35 mil professores estejam no desemprego (dos quais 20 mil ainda à espera de colocação), mas o ministério não confirma os dados. "Esses números são apontados pelos sindicatos todos os anos. Muitos destes professores nunca exerceram, são candidatos à profissão. Não se podem inventar colocações nem vagas", reagiu Jorge Pedreira, sem avançar com números oficiais.

O governante garantiu que o número de professores por colocar "é residual" e que os docentes necessários estarão todos colocados no início do ano lectivo. "Não há escolas sem professores", assegurou o secretário de Estado.

Para a Fenprof, no entanto, as contratações estão abaixo do que se verificou no ano passado. "O anúncio da maior contratação de sempre feito pelo Governo é mentira", acusou Mário Nogueira, referindo que foram feitas, até agora, apenas 15.125 contratações, face às 17.238 realizadas em 2008, e realçando que se reformaram cinco mil professores no ano passado.Uma das prioridades da Fenprof para a próxima legislatura é "devolver a estabilidade" à classe docente.

Os sindicatos realizam hoje acções de sensibilização em todas as capitais de distrito para distribuir à população 150 mil panfletos que denunciam a precariedade e o desemprego entre os professores.

in LUSA

Na comunicação social o que parece é!


Não se pode dizer que de Espanha nem boa brisa nem boa Prisa, porque o clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade de José Sócrates.

35 anos depois da ditadura, digam lá o que disserem, não volta a haver o Jornal de Sexta da TVI e os seus responsáveis foram afastados à força.

No fim da legislatura, em plena campanha eleitoral, conseguiram acabar com um bloco noticioso que divulgou peças fundamentais do processo Freeport.

Sem o jornalismo da TVI não se tinha sabido do DVD de Charles Smith, nem do papel de "O Gordo" que é (também) primo de José Sócrates e que a Judiciária fotografou a sair de um balcão do BES com uma mala, depois de uma avultada verba ter sido disponibilizada pelos homens de Londres.

Sem a pressão pública criada pela TVI o DVD não teria sido incluído na investigação da Procuradoria-geral da República porque Cândida Almeida, que coordena o processo, "não quer saber" do seu conteúdo e o Procurador-geral "está farto do Freeport até aos olhos".

Com tais responsáveis pela Acção Penal, só resta à sociedade confiar na denúncia pública garantida pela liberdade de expressão que está agora comprometida com o silenciamento da fonte que mais se distinguiu na divulgação de pormenores importantes.

É preciso ter a consciência de que, provavelmente, sem a TVI, não haveria conclusões do caso. Não as houve durante os anos em que simulacros de investigação e delongas judiciais de tacticismo jurídico-formal garantiram prolongada impunidade aos suspeitos.

A carta fora do baralho manipulador foi a TVI, que semanalmente imprimiu um ritmo noticioso seguido por quase toda a comunicação social em Portugal. Argumenta-se agora que o estilo do noticiário era incómodo. O que tem que se ter em conta é que os temas que tratou são críticos para o país e não há maneira suave de os relatar.

O regime que José Sócrates capturou com uma poderosa máquina de relações públicas tentou tudo para silenciar a incómoda fonte de perturbação que semanalmente denunciou a estranha agenda de despachos do seu Ministério do Ambiente, as singularidades do seu curriculum académico e as peculiaridades dos seus invulgares negócios imobiliários.

Fragilizado pelas denúncias, Sócrates levou o tema ao Congresso do seu partido desferindo um despropositado ataque público aos órgãos de comunicação que o investigam, causando, pelos termos e tom usados, forte embaraço a muitos dos seus camaradas.

Os impropérios de Sócrates lançados frente a convidados estrangeiros no Congresso internacionalizaram a imagem do desrespeito que o Chefe do Governo português tem pela liberdade de expressão.

O caso, pela sua mão, passou de nacional a Ibérico. Em pleno período eleitoral, a Ibérica Prisa, ignorante do significado que para este país independente tem a liberdade de expressão, decidiu eliminar o foco de desconforto e transtorno estratégico do candidato socialista.

É indiferente se agiu por conta própria ou se foi sensível às muitas mensagens de vociferado desagrado que Sócrates foi enviando. Não interessa nada que de Espanha não venha nem boa brisa nem boa Prisa porque a criação do clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade do próprio Sócrates.

É indiferente se a censura o favorece ou prejudica. O importante é ter em mente que, quem actua assim, não pode estar à frente de um país livre. Para Angola, Chile ou Líbia está bem. Para Portugal não serve.

Mário Crespo in JN