segunda-feira, setembro 07, 2009

ESTÁ NA HORA!!!

19 de Setembro



Os movimentos independentes de professores realizam a 19 de Setembro uma manifestação para protestar contra as "políticas desastrosas" da educação dos últimos quatros anos e exigir "uma urgente e necessária mudança".

Organizada pela Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE), pelo Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores (MUO) e Professores Movimento de Valorização (PROMOVA), a manifestação vai decorrer junto à Assembleia da República, Ministério da Educação e Presidência da República, em Lisboa.

"É uma manifestação mais original. Vamos concentrar-nos em três sítios que têm uma simbologia importante para os professores e passar uma mensagem específica a cada um dos destinatários", disse à Agência Lusa Ricardo Silva, da APEDE.

Sem especificar qual o conteúdo do manifesto que vão entregar no Ministério da Educação, parlamento e Palácio de Belém, Ricardo Silva adiantou que as três mensagens vão ser "muito fortes e incisivas".

O responsável da APEDE sublinhou que na iniciativa, a decorrer durante a campanha eleitoral para as eleições legislativas, não vão fazer um apelo ao voto, mas vão chamar a atenção para "as políticas desastrosas" dos últimos quatro anos e apelar para "a urgente necessidade de mudança de rumo" na educação.

"Queremos deixar claro que estamos atentos às propostas da educação de todos os partidos e exigimos que sejam cumpridas as medidas que agora estão a ser prometidas", frisou.

Os movimentos de professores independentes exigem igualmente que sejam concretizadas as mudanças que constam do "compromisso da educação", subscrito por todos os partidos com assento parlamento, à excepção do PS, acrescentou.

Revisão do estatuto da carreira do docente, sistema de avaliação dos professores e modelo de gestão escolar são alguns dos aspectos que constam do "compromisso da educação".

A manifestação do dia 19 é organizada por movimentos de professores independentes. Quanto aos sindicatos, e a poucos dias do início do ano lectivo, não têm protestos marcados para as próximas semanas.