sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Fenprof convoca greve dos professores para dia 4 de Março



A Federação Nacional de Professores convocou uma Greve Nacional para o dia 4 de Março de 2010, abrangendo todos os docentes de todos os graus e níveis de educação e ensino. É o primeiro protesto após a tomada de posse da nova ministra.

Depois de um período de tréguas entre professores e governo, a fenprof vai voltar à rua para pedir um "aumento real dos salários, contagem integral do tempo de serviço prestado para efeitos de carreira, eliminação das quotas na avaliação de desempenho e pensões de aposentação justas". O aviso foi entregue ontem e refere que "sendo os professores e educadores, na sua esmagadora maioria, trabalhadores da Administração Pública, têm nessa qualidade, sido alvo dos mais diversos ataques desferidos por sucessivos governos que têm desrespeitado e procurado desvalorizar os serviços públicos, a Administração Pública e os que nela trabalham".
"Para 2010, o governo teima em manter esta política de responsabilização dos trabalhadores pela crise em que o país mergulhou e, apesar de já se ter provado que a sua superação não passa pelo agravamento das suas condições de trabalho e de vida, insiste nas medidas de sempre, negando o direito de negociação às organizações sindicais", adianta o documento entregue ao Governo. Assim, a Fenprof justifica a convocação de um greve nacional para o dia 4 de Março "abrangendo todos os docentes de todos os graus e níveis de educação e ensino".
O protesto surge após a assinatura de um acordo de princípios com os sindicatos e o ministério da Educação sobre o Estatuto da Carreira Docente e a avaliação do desempenho. Na semana passada, porém, os sindicatos mostravam sinais de descontentamento acusando a tutela de não cumpiri este acordo, remetendo algumas das suas propostas para posterior regulamentação.

in PÚBLICO

1 Comments:

Anonymous Apache said...

Se com a anterior Ministra tivemos um período conturbado, agora estaremos perante um clima de guerra total. E há razões de fundo para isso. É bom que se explique à população os graves cambalachos em que esta gente se e nos mete. Para vos dar um exemplo do espírito de revolta que se vive descrevo o que se passou a propósito da aposentação. Partindo do argumento que seria necessário poupar dinheiro os governantes decidiram o sesuinte:
- Professores com tempo de serviço em monodocência poderão aposentar-se, não aos 55 anos de idade e 36 de serviço como até então, mas aos 52 de idade e 32 de serviço. Percebem? Ninguém percebe!
Depois, para explicarem o inexplicável, referiram que se deveria ao facto dos prof. dos 2.º, 3.º cilcos, ensino especial e ensino secundário beneficiarem de redução parcial da componenente lectiva. Percebem? Ninguém no seu perfeito juízo percebe.
A seguir, quando lhes perguntaram: Então e os que estiveram dezenas de anos nos sindicatos com redução total da componente lectiva? Aí disseram: Isso agora não interessa para nada. O que interessa é que não há dinheiro e portanto... vão-se lixar!

sábado, fevereiro 27, 2010  

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